
Deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) propõe Projeto de Lei para proibir símbolos religiosos cristãos em manifestações não cristãos - Foto: divulgação/Agência Câmara de Notícias
05/02/2025
Brasília – O deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO) protocolou na última terça-feira, 4, o Projeto de Lei (PL) de número 106/2025, que visa assegurar o respeito aos símbolos religiosos cristãos, como a Bíblia, o crucifixo e o terço, elementos de profundo significado cultural e espiritual para milhões de brasileiros.
A proposta busca equilibrar a liberdade de manifestação com o respeito às tradições religiosas, protegendo esses símbolos de usos considerados desrespeitosos ou inadequados em eventos públicos.
A iniciativa do parlamentar surge como resposta a um episódio ocorrido durante o “Bloco da Laje”, no campus da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), em Porto Alegre (RS), no qual um homem fantasiado de Jesus Cristo realizou uma performance que gerou polêmica nas redes sociais. Durante o evento, o homem retirou parte da roupa, ficando apenas com uma tanga “fio-dental”, enquanto uma marchinha cantava “vamos tirar, vamos tirar, vamos tirar Jesus da cruz”. O caso, ocorrido em um ambiente associado a um evento LGBTQIA+, provocou reações de indignação entre fiéis e lideranças religiosas.
O PL proposto por Chrisóstomo (PL-RO) tem como objetivo garantir que os símbolos cristãos sejam tratados com respeito, especialmente em períodos como o Carnaval, quando é comum que algumas pessoas se fantasiam de figuras religiosas de forma considerada ofensiva por parte da comunidade cristã. O deputado defende que a medida reforça a harmonia social e o diálogo inter-religioso, promovendo a convivência pacífica e o respeito à pluralidade.
“Não podemos tolerar atos que zombam de uma religião que une milhões de pessoas há milênios. Hoje nós cristãos, representamos 87% da população brasileira, segundo o IBGE. Este projeto é um compromisso com a segurança e o respeito às crenças de todos os cidadãos cristãos”, afirmou Chrisóstomo (PL-RO), destacando a importância de proteger os valores religiosos compartilhados por grande parte da população brasileira.