
Deputado Carlos Jordy (PL-RJ): medida compatível com uma realidade criminosa que evoluiu tecnologicamente – Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
04/05/2026
Brasília – O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) foi relator do projeto aprovado na Comissão de Constituição e Justiça que endurece as penas para o tráfico de drogas realizado com o uso de aeronaves, com foco no combate ao crime organizado.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que estabelece penas mais rigorosas para crimes de tráfico de drogas praticados com o uso de aeronaves. A proposta representa um avanço no enfrentamento ao crime organizado, especialmente em operações que utilizam tecnologia e logística sofisticada.
O texto aprovado contou com parecer favorável do deputado Carlos Jordy (PL-RJ) , que relatou a matéria e destacou a necessidade de adequar a legislação à evolução das práticas criminosas. A proposta segue agora para votação no Plenário da Câmara.
Pela proposta, o uso de aeronaves para o tráfico de drogas poderá resultar em pena de:
O substitutivo aprovado também prevê sanções específicas para o financiamento ou custeio do tráfico com uso de aeronaves, ampliando o alcance da legislação penal.
Segundo o relator, o uso de aeronaves confere vantagens estratégicas ao narcotráfico, como maior velocidade no transporte, aumento da capacidade de carga e redução do risco de interceptação pelas autoridades.
Carlos Jordy (PL-RJ) ressaltou que a proposta estabelece uma resposta penal proporcional à gravidade das ações criminosas, reforçando a atuação do Estado na segurança pública e no combate ao tráfico internacional.
A medida também busca impedir o uso do território brasileiro como rota aérea do tráfico, contribuindo para a proteção da soberania nacional e o fortalecimento do controle sobre atividades ilícitas no espaço aéreo.
O deputado destacou que a utilização de aeronaves evidencia maior grau de organização e capacidade financeira das organizações criminosas, exigindo resposta mais firme da legislação.
O projeto segue para votação no Plenário da Câmara dos Deputados. Para se tornar lei, ainda precisará ser aprovado pela Câmara e pelo Senado Federal.