
Deputados Capitão Alberto Neto (PL-AM) e Sargento Gonçalves (PL-RN) - Foto: divulgação/Agência Câmara de Notícias
09/12/2025
Brasília – Os deputados Capitão Alberto Neto (PL-AM) e Sargento Gonçalves (PL-RN) solicitaram a audiência da Comissão de Educação com o ministro Camilo Santana para esclarecer a suspensão da compra de milhões de livros didáticos e tratar de um encontro extraoficial envolvendo investigada por lobby no MEC.
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realiza, nesta quarta-feira, 10, às 10h, audiência pública com o ministro da Educação, Camilo Santana, para discutir ações da pasta relacionadas à aquisição de livros didáticos para 2026, ao acompanhamento de políticas públicas educacionais e a temas envolvendo transparência administrativa.
O comparecimento do ministro atende a pedidos dos deputados Capitão Alberto Neto (PL-AM), Dagoberto Nogueira (PSDB-MS), Lídice da Mata (PSB-BA) e Sargento Gonçalves (PL-RN).
O deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM) quer explicações sobre informações de que o MEC teria deixado de adquirir cerca de 52 milhões de livros do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).
Segundo ele, a decisão prejudica milhões de estudantes da educação básica, em especial dos anos finais do ensino fundamental, que poderão ficar sem livros de disciplinas essenciais como história, geografia, ciências, artes e projetos integradores.
Para o parlamentar, é necessário que o ministro detalhe os impactos da decisão, os critérios utilizados e as medidas previstas para garantir a distribuição adequada dos materiais didáticos.
O deputado Sargento Gonçalves (PL-RN) quer que o ministro explique por que recebeu, fora da agenda pública, Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Lula, em julho de 2024.
Documentos oficiais mostram que ela foi encaminhada ao gabinete e registrada como “Presidente Lula”, embora não exerça cargo público, e que à época estava citada em investigações da Polícia Federal por suposto lobby no MEC ligado à empresa Life Tecnologia Educacional, investigada por superfaturamento.
Segundo Gonçalves (PL-RN), é indispensável que o ministro esclareça com total transparência quais assuntos foram tratados no encontro e se houve interferência indevida nas decisões da pasta.
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