
Senador Rogério Marinho (PL-RN) – Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
16/04/2026
Brasília – O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou a alteração na composição da CPI do Crime Organizado e defendeu que o Senado adote uma posição firme diante da indicação de ministro ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Em pronunciamento no Plenário do Senado, o senador Rogério Marinho (PL-RN) manifestou críticas à substituição de integrantes na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, ocorrida às vésperas da votação do relatório final.
Segundo o parlamentar, a mudança comprometeu o andamento dos trabalhos e prejudicou o debate técnico do documento construído ao longo de meses de investigação.
Marinho afirmou que a alteração na composição do colegiado impediu o aperfeiçoamento do relatório e levantou preocupações sobre interferências no funcionamento do Parlamento.
De acordo com ele, a substituição de membros por senadores que não participaram das discussões anteriores compromete a legitimidade do processo legislativo.
Além disso, o senador prestou solidariedade ao relator da CPI, destacando a importância do trabalho desenvolvido ao longo da comissão.
O parlamentar também fez críticas à atuação de órgãos e instituições, mencionando preocupações com o que classificou como excesso de poder e limitações à atuação parlamentar.
Marinho (PL-RN) ressaltou a necessidade de preservar o equilíbrio entre os Poderes e garantir o pleno funcionamento das instituições democráticas.
Entre os principais pontos abordados estão:
Durante o discurso, o senador também defendeu que o Senado avalie com rigor a indicação de autoridades ao Supremo Tribunal Federal.
Segundo ele, o momento exige responsabilidade institucional e posicionamento claro do Parlamento, considerando os impactos das decisões sobre a confiança da sociedade nas instituições.
O tema segue em debate no Senado, tanto em relação aos desdobramentos da CPI quanto à análise de indicações para o STF, que dependem de sabatina e aprovação da Casa.