
Deputada federal Silvia Waiãpi (PL-AP) - Foto: divulgação/Assessoria de Imprensa da Deputada
14/10/2024
A deputada alertou que ONGs com apoio da ministra querem barrar a exploração do petróleo e o desenvolvimento econômico na região
Brasília – A deputada federal Silvia Waiãpi (PL-AP) apresentou denuncia contra a articulação do Governo Federal para a criação de uma unidade de conservação marinha que ocupará todo o mar territorial brasileiro, da fronteira com a Guiana Francesa até ao limite com o estado do Piauí e Ceará.
Para a parlamentar, o objetivo é frear, e até impedir, as prospecções de exploração por petróleo e gás natural no pré-sal da Margem Equatorial, o que impediria desenvolvimento econômico da região Norte, em destaque o estado do Amapá.
“Esse mosaico de preservação marinha será na Margem Equatorial, que conta com a costa do território amapaense, e lá pode conter milhões e milhões de barris de petróleo. O que poderá ser o pontapé inicial para o desenvolvimento da nossa região que tanto necessita”, explica.
Segundo a deputada, ONGs ligadas a USP com apoio da ministra Marina Silva e agências federais vinculadas ao Ministério, estão barrando a exploração no local.
“A luta da Marina Silva não é pelo Norte, tampouco pela Amazônia, afinal ela não morá lá. Ela nos abandonou e foi representar um estado desenvolvido.Todas as suas ações beneficiam outros países, menos o Brasil”, apontou.
E indagou. “Ninguém perguntou ao povo do Norte se queremos salvar o Mundo perdendo a nossa dignidade”
“Por que ela não dá as opiniões dela para a França? Ou o dinheiro do financiamento francês só serve para financiar as ONG que impedem ao Brasil, mas deixam a Guiana explorar?” continuou.
Para Silvia Waiãpi (PL-AP), é um ato criminoso o que estão fazendo com o povo do Norte. Ainda segundo ela, o que está por trás disso tudo, é que após a descoberta das grandes reservas de petróleo e gás no pré-sal na costa do Amapá e Pará querem impedir o desenvolvimento econômico na região em nome da criação de Unidades Ambientais Marinha de Proteção.
“Uma manobra pra beneficiar países desenvolvidos que querem tirar o Brasil da concorrência, e financiam essas narrativas para manter o povo sob o cárcere e julgo da escravidão, apontou.
E alertou. “Uma área de 35 milhões de hectares intocáveis, superior a oito vezes o tamanho estado do Rio de Janeiro, para não dar chance a grande porcentagem do povo do Norte sair da linha da pobreza. Eles estão nos condenando à miséria”.