
Deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) é o relator do projeto – Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados
11/05/2026
Brasília – O deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) relatou na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados proposta que torna a declaração formal de risco à integridade física suficiente para fundamentar pedidos de posse e porte de arma de fogo. O objetivo é tornar mais objetivos os critérios previstos no Estatuto do Desarmamento, preservando o direito à legítima defesa e mantendo a fiscalização estatal.
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1539/25, que modifica as regras para obtenção de posse e porte de arma de fogo de uso permitido no Brasil.
A proposta, de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS), foi aprovada com parecer favorável do deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), relator da matéria.
O texto estabelece que a declaração formal de risco à integridade física do requerente será suficiente para fundamentar o pedido de posse e porte de arma.
Atualmente, o Estatuto do Desarmamento exige a comprovação de “efetiva necessidade” em razão de profissão de risco ou ameaça concreta à integridade física.
Segundo o relator Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), esse requisito vem sendo interpretado de maneira excessivamente subjetiva, dificultando o acesso legítimo do cidadão ao direito de defesa pessoal.
“O projeto não institui qualquer forma de liberação indiscriminada de armas, mas promove o aprimoramento de um sistema que deve equilibrar, de forma racional, a proteção da segurança pública com o respeito às liberdades individuais e ao direito de legítima defesa”, afirmou o parlamentar.
De acordo com o relator, a proposta corrige distorções existentes no processo administrativo de autorização, principalmente nos casos em que cidadãos são obrigados a comprovar documentalmente ameaças ou riscos difíceis de demonstrar.
A medida busca oferecer maior segurança jurídica ao processo de análise dos pedidos, sem eliminar os mecanismos de controle já previstos em lei.
Apesar da flexibilização nos critérios de justificativa, o projeto mantém todas as demais exigências legais para obtenção da posse e do porte de arma de fogo.
Continuam obrigatórios:
O texto reforça que o controle estatal sobre armas de fogo permanece sob responsabilidade dos órgãos competentes.
Para os defensores da proposta, o projeto fortalece o direito à legítima defesa sem abrir mão das exigências legais de controle e rastreamento.
O tema segue sendo debatido no Congresso Nacional dentro das discussões sobre segurança pública, direito à defesa pessoal e atualização do Estatuto do Desarmamento.
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o projeto precisará ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.