
Senador Márcio Bittar (PL-AC) - Waldemir Barreto/Agência Senado
01/10/2025
Márcio Bittar (PL-AC) criticou em Plenário esquema que desviou bilhões do INSS, atingindo principalmente aposentados e pensionistas em situação de vulnerabilidade na Amazônia
Brasília – Em pronunciamento no Plenário, o senador Márcio Bittar (PL-AC) classificou como um dos maiores escândalos da história recente as fraudes no INSS, que têm prejudicado milhões de aposentados e pensionistas. Segundo ele, de 2019 a 2022, o governo Bolsonaro conseguiu conter o avanço das irregularidades, mas mudanças adotadas pelo atual governo elevaram os prejuízos de R$ 750 milhões para R$ 3,3 bilhões em 2024.
Bittar ressaltou que entidades passaram a lucrar com descontos irregulares e destacou a gravidade da situação, sobretudo na Amazônia.
“Esse escândalo é o mais cruel, porque ele atinge os mais vulneráveis. Dos 40 milhões de aposentados do INSS no Brasil, cerca de 4 milhões foram atingidos, e boa parte está na região Norte, onde ribeirinhos e indígenas enfrentam enormes dificuldades para acessar seus benefícios”, afirmou.
O parlamentar explicou que muitos beneficiários da Amazônia deixam seus cartões em estabelecimentos comerciais por não conseguirem se deslocar com frequência às cidades, o que facilita as fraudes. Segundo ele, há casos em que pessoas falecidas continuam sendo usadas em operações fraudulentas.
Bittar (PL-AC) comparou o esquema a escândalos de corrupção do passado, como o mensalão e o petrolão, afirmando que “o DNA é o mesmo”. Ele também reforçou que o governo Bolsonaro foi o único a enfrentar a “roubalheira no INSS”.