
Senador Carlos Portinho (PL-RJ) – Foto: Pedro França/Agência Senado
11/12/2024
Nova norma sancionada pelo presidente Lula estabelece critérios para transparência e gestão eficiente; vetos preservam regras da Lei Pelé
Brasília – O presidente da República sancionou na última terça-feira, 10, a Lei 15.041/2024, que inclui seis comitês esportivos privados no Sistema Nacional do Esporte (Sinesp). O texto, relatado pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), teve origem em projeto da senadora Leila Barros (PDT-DF) e foi aprovado pelo Senado em maio.
A nova lei altera a Lei Geral do Esporte, de 2023, incorporando ao Sinesp subsistemas esportivos privados compostos por entidades ligadas ao esporte olímpico, paralímpico, escolar e universitário. Com a sanção, passam a integrar o Sinesp:
Organizações sociais sem fins lucrativos que atuam em formação esportiva e em esportes voltados para toda a vida também foram incluídas no sistema.
A norma estabelece requisitos rigorosos para que essas instituições recebam recursos públicos, incluindo transparência, gestão eficiente e autonomia financeira.
Para o senador Carlos Portinho (PL-RJ), relator da proposta, a medida moderniza o setor esportivo ao estabelecer um padrão de governança que fortalece a transparência no uso de recursos públicos. “A integração dos comitês ao Sinesp garante um marco regulatório sólido, que eleva a credibilidade do esporte nacional e promove o desenvolvimento inclusivo de diversas modalidades”, afirmou.
O presidente da República vetou o artigo que revogava dispositivos da Lei Pelé, de 1998, relacionados ao Sistema Nacional do Desporto. O objetivo da revogação era evitar a sobreposição de normas com a criação do Sinesp . Contudo, o Executivo justificou que a medida poderia gerar impactos na gestão de isenções fiscais concedidas a organizações esportivas, resultando em renúncia de receita sem a devida avaliação. Com o veto, permanecem em vigor as exigências para acesso a benefícios fiscais e repasses de recursos federais.
A sanção da lei reforça o papel dos comitês e organizações esportivas como parte fundamental do desenvolvimento do esporte no Brasil. Segundo especialistas, a medida fortalece o setor, garantindo mais eficiência na aplicação de recursos e ampliando o acesso ao esporte em diversas regiões do país.