
¬¬¬¬¬Senador Marcos Pontes (PL-SP) – Foto: Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
09/12/2024
CDR avalia proposta que assegura visitação pública a montanhas, praias, cachoeiras e outros sítios naturais
Brasília – A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado Federal debate nesta terça-feira, 10, às 9h, o Projeto de Lei 2/2021, que assegura o acesso público a montanhas, paredes rochosas, praias, rios, cachoeiras, cavernas e outras paisagens naturais. O texto, de autoria da senadora Leila Barros (PDT-DF), pretende alterar o Estatuto da Cidade (Lei 10.257, de 2001) para que a garantia de acesso a essas áreas seja incorporada às políticas urbanas dos municípios brasileiros.
O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), relator da matéria, apresentou parecer favorável, defendendo que o acesso público a esses sítios naturais é um direito fundamental que precisa estar respaldado em lei.

Contato com atrações naturais, como cavernas, pode ser assegurado por lei – Foto: Caio Ribeiro/Agência Senado
“O contato com esses sítios estimula a conscientização e a educação ambiental. Além disso, ao disciplinar sua visitação, a proposta fomenta o desenvolvimento econômico por meio da geração de emprego e renda nas comunidades próximas”, explicou o relator.
No entanto, Pontes (PL-SP)sugeriu a exclusão da palavra “livre” do texto, argumentando que ela poderia relativizar o direito de propriedade, criando conflitos entre as garantias de acesso e os direitos privados.
O projeto propõe que o Plano Diretor dos municípios inclua ferramentas jurídicas que assegurem o acesso a essas áreas naturais, em sintonia com a diretriz nacional. A senadora Leila Barros destacou que a iniciativa visa coibir o crescente fechamento dessas áreas por urbanizações e construções que limitam o acesso apenas a moradores locais.
Embora o acesso às praias e ao mar já esteja previsto no Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (Lei 7.661, de 1988), a autora do projeto considera que as regras atuais não têm sido suficientes para impedir o bloqueio de outras áreas de uso comum, como cachoeiras e montanhas.
A proposta tramita em caráter terminativo. Caso aprovada na CDR, poderá seguir diretamente para análise da Câmara dos Deputados, sem necessidade de passar pelo Plenário do Senado.
Na mesma reunião, a comissão analisará outras propostas, incluindo: