
Deputado Osmar Terra (PL-RS) - Foto: divulgação/Agência Câmara de Notícias
05/11/2025
Brasília – O narcotráfico deixou de ser apenas comércio ilícito e tornou-se poder paralelo em diversas regiões da América Latina. Organizações criminosas controlam rotas, economias locais e comunidades inteiras. Dados da UNODC mostram que mais de 60% da cocaína mundial é produzida na América do Sul, distribuída por redes que envolvem facções brasileiras, cartéis mexicanos e grupos armados na Venezuela.
No México, cartéis como Sinaloa e Jalisco Nueva Generación disputam áreas inteiras, provocando violência e deslocamento de populações. No Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, facções como Comando Vermelho e milícias dominam mais de 1.200 comunidades, impondo regras próprias e limitando a atuação do Estado. O governador Cláudio Castro (PL-RJ) tem adotado ações de retomada territorial e ampliado a cooperação internacional no enfrentamento dessas organizações.
Na Venezuela, autoridades dos Estados Unidos apontam o chamado Cartel de los Soles, supostamente ligado ao governo Maduro, como exemplo do envolvimento entre Estado e narcotráfico.
No Congresso brasileiro, a legislação antidrogas defendida por Osmar Terra (PL-RS) endureceu penas e priorizou programas de recuperação baseados em abstinência, com o objetivo de reduzir o poder econômico das facções.
Não é preciso ser especialista para ressaltar que segurança pública e educação caminham juntas. Escolas estruturadas, com foco em formação profissional e cívica, ajudam a impedir o aliciamento de jovens pelo crime.
O desafio é continental: ou os Estados retomam seus territórios, ou o poder paralelo do narcotráfico continuará avançando.
Precisamos “Bukelizar” o Brasil.