
O autor da proposta, deputado Marcos Pollon (PL-MS) e o relator, deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) - Foto: divulgação/Agência Câmara de Notícias
13/04/2026
Brasília – O deputado Marcos Pollon (PL-MS) é autor de proposta aprovada em comissão com relatoria do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), que susta portaria do Exército com novas regras para atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça (CAC).
A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Decreto Legislativo 340/25, que suspende os efeitos da Portaria 260/25 do Comando de Logística do Exército, responsável por estabelecer novas regras para o setor de colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs).
De autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS) , a proposta tem como objetivo impedir a aplicação de normas consideradas excessivas e não previstas em lei, que, segundo o parlamentar, restringem direitos dos praticantes dessas atividades.
Segundo Pollon (PL-MS), essas medidas extrapolam o poder regulamentar do Exército e criam insegurança jurídica para o setor.
“A administração pública não pode impor obrigações sensíveis sem respaldo legal adequado”, destacou.
O relator da proposta, deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), apresentou parecer favorável à suspensão da portaria, argumentando que normas infralegais não podem inovar no ordenamento jurídico.
De acordo com o relator, a medida é necessária para preservar a legalidade e evitar impactos negativos sobre atividades econômicas relacionadas ao setor.
“A portaria cria obrigações inéditas, indo além da simples execução da lei. Isso exige controle por parte do Parlamento”, afirmou.
O deputado também destacou possíveis reflexos da regulamentação sobre a cadeia produtiva, incluindo a indústria de defesa, o mercado de equipamentos e os serviços especializados.
A iniciativa busca reforçar o papel do Congresso Nacional no controle de atos do Poder Executivo, especialmente quando há indícios de extrapolação normativa.
Com a sustação da portaria, a proposta pretende:
O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, seguirá para votação no Plenário da Câmara dos Deputados.
Para entrar em vigor, o texto precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.