
Deputado General Girão (PL-RN) é o relator e o Deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) o autor do Projeto - Foto: divulgação/Agência Câmara de Notícias
22/04/2026
Brasília – O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), autor da proposta, e o relator General Girão (PL-RN) avançaram com projeto aprovado em comissão que estabelece novas regras para a naturalização de imigrantes no Brasil, com foco em segurança jurídica e critérios mais objetivos.
A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que altera a legislação sobre naturalização de imigrantes no Brasil. A proposta é de autoria do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) e recebeu parecer favorável do relator, deputado General Girão (PL-RN), que apresentou um substitutivo aprimorando o texto original.
O objetivo da proposta é modernizar a legislação migratória brasileira, estabelecendo critérios mais claros e reforçando a segurança jurídica no processo de concessão da naturalização.
O texto aprovado estabelece novas exigências para a concessão da naturalização ordinária, entre elas:
Além disso, o projeto prevê situações em que o prazo de residência poderá ser reduzido, contemplando casos específicos que incentivam vínculos com o país.
O período mínimo exigido poderá ser menor para imigrantes que se enquadrem em critérios como:
Outro ponto importante da proposta é a definição de que o cumprimento dos requisitos não garante automaticamente a concessão da naturalização. A análise continuará sendo realizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, responsável por avaliar cada caso individualmente.
Segundo o relator General Girão (PL-RN), o texto aprovado fortalece o arcabouço legal ao consolidar regras que antes estavam dispersas em diferentes normas. Para ele, a medida contribui para maior previsibilidade e eficiência no sistema.
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para se tornar lei, o projeto precisará ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.