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Senador Sergio Moro (PL-PR) - Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Senador Sergio Moro (PL-PR) - Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Falhas na energia dominam debate no Senado e Moro dá 30 dias para Copel e Aneel apresentarem plano de ação

Brasília – Durante audiência pública da Comissão de Infraestrutura do Senado, realizada nesta terça-feira, 5, o senador Sergio Moro (PL-PR) colocou o consumidor no centro do debate diante das falhas no fornecimento de energia no Paraná e determinou o prazo de 30 dias para que a Companhia Paranaense de Energia (Copel) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apresentem um diagnóstico detalhado e um plano de ação, com mais transparência e foco no consumidor.


Moro (PL-PR), que propôs a audiência no Senado, deixou claro o tom da discussão.


“Pela percepção do consumidor paranaense, esses investimentos não têm revertido em uma qualidade suficiente do serviço”, afirmou. Apesar de reconhecer o aumento de investimentos da companhia, ele questionou os resultados práticos. “Não podemos atribuir tudo ao clima. Alguma coisa não está funcionando”, disse.


A fala do senador veio após o diretor da Copel Distribuição, Marco Antonio Villela de Abreu, atribuir parte dos problemas ao aumento expressivo de eventos climáticos extremos. Segundo ele, houve crescimento significativo de ocorrências com ventos fortes e tempestades, que causaram danos relevantes à rede elétrica.


Também convidado para o debate, o presidente da Federação da Agricultura do Paraná (FAEP), Ágide Meneghette, relatou os impactos no meio rural.


“Sem energia, não há produção agropecuária”, afirmou, citando perdas de frangos, peixes e leite devido às interrupções. Ele classificou a situação como “caótica” e disse que os indicadores oficiais não refletem a realidade enfrentada no campo.


Os riscos do reajuste na conta de luz

Na audiência, foi duramente questionado o anúncio de que a conta de luz no Paraná pode ficar significativamente mais cara a partir de 24 de junho. O senador se posicionou contra o reajuste, principalmente diante do contexto da deficiência do serviço.


“Demonstramos aqui nossa insatisfação com esse percentual de reajuste de 26% na conta de luz num contexto no qual a qualidade do serviço não tem se mostrado adequada. Esse aumento no bolso do consumidor, ainda que 19% esse ano e 7% no ano que vem, precisa ser repensado, porque não é justo com a população paranense. E nessa disputa de dados, de informações, ressalto que o cliente tem sempre razão, e quem tem razão aqui é a população paranense”, disse Moro (PL-PR).


O superintendente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), João Arthur Mohr, também fez um apelo contra o reajuste tarifário previsto.


“Estamos falando de um aumento de 26%, sendo 19% já neste ano. Algumas indústrias podem ter reajustes de até 51%. Como isso será absorvido? Vai impactar diretamente o preço dos alimentos e gerar inflação”, alertou Mohr.


Meneghette também criticou o reajuste tarifário previsto.


“Aumentar a tarifa é premiar um serviço que não atende à população”,


declarou, defendendo auditoria independente e mais transparência.


Prejuízos milionários

O representante da indústria destacou que quedas de energia e oscilações de tensão têm causado prejuízos significativos e não aparecem integralmente nos indicadores oficiais. Segundo ele, as falhas afetam diretamente a produtividade, geram perdas de matéria-prima e aumentam custos.


“Isso compromete a competitividade da indústria e pode frear o crescimento do Paraná”, afirmou Mohr.


Com base em dados e relatos do setor produtivo, Mohr disse que os indicadores oficiais não refletem a realidade enfrentada por indústrias e produtores.


“A média mascara muito. Um consumidor rural pode ter 100 horas de queda, enquanto centenas de consumidores urbanos têm poucas horas. No papel, parece que está tudo dentro do limite, mas, na prática, não está”, disse.


Ele comparou a diferença entre o fornecimento de energia nas cidades e no campo, apontando distorções nos indicadores regulatórios. “Curitiba tem regiões com cerca de uma hora de interrupção por ano, enquanto no interior e no meio rural os impactos são muito maiores, afetando diretamente a indústria que depende dessas mesmas redes”, explicou.


O representante das cooperativas, Silvio Krinski, coordenador técnico e econômico do Sistema Ocepar, destacou que a energia elétrica é um insumo estratégico e que sua instabilidade compromete toda a cadeia produtiva.


“As cooperativas são eletrointensivas. Precisamos de energia em quantidade e qualidade”, afirmou. Ele relatou prejuízos causados por quedas e oscilações, além do risco de perda total da produção em poucos minutos, especialmente em cadeias como frango e piscicultura.


Krinski defendeu maior diálogo entre a Copel e o setor produtivo como caminho para soluções. Também alertou para o impacto do reajuste tarifário.


“Não há como absorver aumentos elevados. Isso será repassado ao consumidor final”, disse.


Aneel reconhece falhas e aumento de reclamações

A superintendente da Aneel, Ana Cláudia Cirino dos Santos, confirmou que houve aumento expressivo nas reclamações de consumidores, o que acendeu um alerta no órgão regulador.


Segundo ela, embora a Copel ainda cumpra os indicadores formais, há sinais claros de piora na qualidade percebida. “A tendência de aumento das reclamações indica deterioração do serviço”, afirmou.


A agência também apontou crescimento no tempo de atendimento e informou que a distribuidora já está sob fiscalização técnica. Além disso, estuda mudanças nas regras para tornar os indicadores mais próximos da realidade do consumidor e avalia ampliar mecanismos de compensação financeira em casos de interrupções prolongadas.


Senacon aponta queda na satisfação e cobra reparação

O secretário nacional do consumidor, Ricardo Morishita Wada, reforçou que os dados mostram piora na percepção dos usuários. Segundo ele, a satisfação com a Copel caiu, com mais da metade dos consumidores atribuindo nota mínima ao serviço.


Ele defendeu ajustes no modelo regulatório e maior uso de ferramentas como a plataforma consumidor.gov.br, fortalecida durante a gestão de Moro (PL-PR) no Ministério da Justiça, para registro de reclamações.


“O consumidor pode registrar sua demanda diretamente, acompanhar a resposta e avaliar o atendimento. Isso impacta, inclusive, o reajuste tarifário”, explicou.


Morishita também foi enfático ao tratar da reparação de danos.

“É crucial que o consumidor lesado seja indenizado. Lesar não pode se transformar em lucro para a empresa”,


afirmou, destacando que a compensação também tem o efeito de desestimular falhas recorrentes.


Fonte: Assessoria de Imprensa do Senador

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