
Deputado federal delegado Éder Mauro (PL-PA) - Foto: divulgação/Agência Câmara de Notícias
23/01/2025
Brasília – O Pará enfrenta uma crise econômica e social, sob a gestão do governador Helder Barbalho. Os povos indígenas invadiram a sede da Secretaria de Educação do Pará para reivindicar direitos. A principal pauta é a revogação da polêmica Lei 10.820/2024, sobre o Magistério no Pará , que prevê um corte orçamentário drástico para 2025. A legislação do Governo Barbalho foi aprovada pela Assembleia Legislativa diante da base aliada do governador.
A lei de Barbalho é um legítimo golpe direto na educação indígena, já que não houve diálogo com a classe. Os recursos destinados a essas comunidades sofreram um corte de 85% – o déficit orçamentário ameaça a preservação cultural e a sobrevivência educacional dessas populações. O governador segue em silêncio. O deputado estadual Rogério Barra (PL-PA) é um dos poucos que tem se posicionado firmemente contra o que chama de “ataques sistemáticos ao povo do Pará”.
Barbalho enfrenta acusações de autoritarismo e é comparado a um “aprendiz de ditador” por opositores. “Helder Barbalho não governa para os paraenses. Ele governa unicamente para ampliar o poder de sua dinastia familiar. Prova disso é a extinção da educação indígena, além da aprovação de leis que enfraquecem direitos básicos. São o retrato de um governo que privilegia interesses políticos”, declarou o deputado federal delegado Éder Mauro (PL-PA), que tem liderado as denúncias contra o governo estadual.
“À medida que cortes orçamentários e legislações prejudiciais avançam, torna-se urgente discutir o impacto dessas decisões”, considerou Éder Mauro. Barbalho é herdeiro de uma oligarquia política que está no poder do estado há mais de 40 anos.