
Deputado Éder Mauro (PL-PA) sai em defesa de Flávio Bolsonaro e cobra CPMI do Banco Master - Foto: divulgação/Assessoria de Imprensa
13/05/2026
Brasília – O deputado federal Éder Mauro (PL-PA) voltou a defender a instalação imediata da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master, comissão formada por deputados e senadores para investigar fatos, e reiterou que o Congresso Nacional precisa aprofundar as investigações sobre as relações políticas e financeiras envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
A manifestação ocorre em meio à repercussão da nota divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que negou qualquer irregularidade em tratativas relacionadas ao financiamento privado de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“A CPMI é justamente para separar quem agiu corretamente, de quem possa ter cometido irregularidades. Quem não deve, não teme investigação”, declarou o parlamentar paraense.
Éder Mauro (PL-PA) também destacou trechos da manifestação pública de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que reiterou não ter havido uso de dinheiro público, emendas parlamentares ou mecanismos de incentivo estatal na produção audiovisual.
“O próprio senador deixou claro que se tratava de um patrocínio privado para um filme privado, sem dinheiro público, sem Lei Rouanet e sem qualquer vantagem oferecida em troca. Isso precisa ser apurado com transparência e responsabilidade”, afirmou.
Na avaliação do deputado, o Congresso não pode permitir que o caso seja tratado apenas como disputa política, diante da dimensão das denúncias envolvendo o Banco Master. O parlamentar também destacou que partidos de esquerda, como o PT, não assinaram o pedido de criação da CPMI.
Nesse contexto,Éder Mauro (PL-PA) reforçou que a instalação da comissão pode ajudar a diferenciar condutas legítimas de eventuais relações ilícitas.
“A investigação é importante exatamente para separar os inocentes dos verdadeiros responsáveis por qualquer irregularidade. O Parlamento não pode se omitir”, completou.
Em nota pública, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que conheceu Daniel Vorcaro apenas após o fim do governo Bolsonaro e negou qualquer intermediação de negócios com o poder público. Segundo o senador, não houve recebimento de dinheiro público nem qualquer troca de favores relacionada ao financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro.