
Em pronunciamento, à bancada, senador Sergio Moro (PL-PR) - Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
07/04/2026
Brasília – O Senador Sergio Moro (PL-PR) participou de audiência na CCJ e destacou a necessidade de aprimorar punições a agentes públicos, preservando garantias constitucionais e a independência das instituições.
Durante audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o Senador Sergio Moro (PL-PR) participou do debate sobre a proposta que trata do fim da aposentadoria compulsória como punição disciplinar para magistrados, membros do Ministério Público e militares.
A discussão gira em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca alterar o modelo atual de sanções, com o objetivo de tornar mais rigorosa a responsabilização de agentes públicos em casos de infrações.
O senador destacou que é necessário aperfeiçoar os mecanismos de punição, garantindo que servidores que cometam crimes sejam devidamente responsabilizados, ao mesmo tempo em que se preservam princípios fundamentais, como a independência da magistratura e a segurança jurídica.
Segundo Moro (PL-PR), é importante evitar que processos disciplinares sejam utilizados de forma indevida, o que poderia comprometer a atuação independente de juízes e promotores.
Entre os principais pontos discutidos na audiência, destacam-se:
Durante o debate, também foram levantadas preocupações sobre possíveis impactos na estrutura institucional, especialmente quanto à garantia da vitaliciedade, considerada por especialistas um instrumento essencial para assegurar decisões imparciais.
O tema envolve ainda discussões sobre alternativas de punição, como a perda do cargo após decisão judicial definitiva, além da necessidade de maior clareza nos procedimentos administrativos.
A audiência reuniu representantes de entidades da magistratura, do Ministério Público e das Forças Armadas, reforçando a importância de um debate amplo e técnico sobre o tema.
Para o Senador Sergio Moro (PL-PR), o desafio está em construir uma solução que fortaleça a responsabilidade no serviço público sem comprometer garantias essenciais ao funcionamento do Estado de Direito.

Em audiência na CCJ, representantes de magistrados, membros do MP e das Forças Armadas manifestaram oposição à PEC 3/2024 – Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
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