
“Unidos da Corrupção”- Oposição e minoria fazem críticas a Lula e financiamento de escola de samba no Carnaval 2026 - Foto: divulgação/Agência Câmara de Notícias
24/02/2026
Brasília — Oposição e Minoria na Câmara dos Deputados realizaram, nesta terça-feira, 24, no Salão Verde da Casa, uma coletiva de imprensa para apresentar o ato denominado “Unidos da Corrupção”, em crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva do PT e ao financiamento público destinado à escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval 2026, que homenagou o atual presidente.
A iniciativa teve como um dos principais articuladores o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), líder da Minoria na Câmara. Ao lado dele, também esteve à frente da mobilização o líder da Oposição, Cabo Gilberto Silva (PL-PB). Também estiveram presentes na manifestação parlamentares como Caroline De Toni (PL-SC), Carlos Jordy (PL-RJ), entre outros integrantes da bancada de oposição.
Durante a coletiva, parlamentares exibiram cartazes, faixas e máscaras em alusão ao bloco simbólico “Unidos da Corrupção”, associando a homenagem prestada ao presidente Lula no desfile da escola ao que classificam como uso político de recursos públicos.
Vale lembrar que o Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a recomendar a suspensão de verbas públicas destinadas à escola de samba Acadêmicos de Niterói, ao apontar possível desvio de finalidade dos recursos, diante da repercussão política do enredo que homenageou o presidente da República. A manifestação do órgão de controle foi citada pelos parlamentares como elemento que reforça a necessidade de fiscalização e transparência sobre o uso de recursos federais em eventos culturais.
Os parlamentarem ainda lembraram dos escândalos que têm chegado a nomes do Partido dos Trabalhadores e parentes de Lula, como no caso do INSS onde irmão e filho do presidente aparecem como suspeitos, bem como no caso do Banco Master, onde ex-ministro do governo também figura entre os citados, entre outros.
Os discursos enfatizaram críticas ao que classificaram como incoerência entre o discurso de responsabilidade fiscal do governo e o financiamento de eventos culturais que envolvem exaltação direta à imagem do chefe do Executivo, que também é pré-candidato à reeleição, em ano eleitoral.