
Deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) - Foto: Thales Marques
29/01/2026
Brasília – A Câmara dos Deputados ainda não iniciou os trabalhos legislativos de 2026, porém o Conselho de Ética de maneira atípica já anunciou a retomada do julgamento contra os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel van Hattem (Novo-RS).
O Conselho de Ética antecipou a volta do recesso e divulgou convocatória para a primeira reunião de 2026 para a próxima terça-feira, 3 de fevereiro, com a continuidade das oitivas das testemunhas pela defesa do deputado Marcos Pollon (PL-MS).
Os integrantes do Conselho de Ética têm estranhado a celeridade dos trabalhos referentes aos três deputados em comparação aos demais casos que já passaram pelo Conselho. No final do ano passado, o relator tentou levar a toque de caixa os depoimentos das testemunhas para apresentar o relatório ainda em 2025, antes do recesso parlamentar.
O julgamento contra Pollon (PL-MS) está repleto de irregularidades e “ineditismos”. Pela primeira vez, parlamentares são julgados de maneira coletiva e não individual. Todas as testemunhas apresentadas por Pollon (PL-MS) foram impedidas de depor pelo relator. Pela primeira vez em décadas, o conselho de ética realizou sessões extraordinárias às quintas e sextas.
As irregularidades foram tantas que o Conselho Federal da OAB passou a acompanhar o julgamento após denúncia do advogado de defesa de Marcos Pollon (PL-MS), Ricardo de Sequeira Martins. O advogado renunciou à defesa do parlamentar após denunciar que a comissão não estava assegurando condições mínimas para o exercício da advocacia.
Mesmo o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) estando com licença de saúde, após sofrer crise aguda decorrente de hiperestímulo, associado a pico hipertensivo súbito, durante sessão da Comissão de Ética, o Conselho de Ética manteve o julgamento, se negando a suspender a sessão.