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Líder da Oposição, deputado federal Zucco (PL-RS), - Foto: divulgação/Agência Câmara de Notícias

Líder da Oposição, deputado federal Zucco (PL-RS), - Foto: divulgação/Agência Câmara de Notícias

Comissão de Segurança Pública aprova convocação do ministro Ricardo Lewandowski

Requerimento é de autoria do líder da Oposição, deputado Zucco (PL-RS)

Brasília – A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 4, o requerimento apresentado pelo líder da Oposição, deputado federal Zucco (PL-RS), que convoca o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, para prestar esclarecimentos sobre a ausência do governo federal na megaoperação realizada no Rio de Janeiro contra a facção Comando Vermelho.


“O que aconteceu no Rio de Janeiro não foi apenas uma operação policial,  foi uma guerra. E o governo federal se omitiu. O ministro Lewandowski precisa explicar por que a Polícia Federal ficou de fora e por que o governo Lula recusou, por três vezes, o pedido do governador Cláudio Castro (PL-RJ) para o uso das Forças Armadas no apoio à segurança pública. Isso é gravíssimo”, afirmou Zucco (PL-RS).


Segundo o parlamentar, a convocação também foi motivada pela declaração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, que, na semana passada, admitiu publicamente que a PF foi comunicada sobre a operação pelo governo do Rio de Janeiro, mas decidiu não participar, alegando que “não havia necessidade”. Para Zucco (PL-RS), essa postura representa uma confissão de omissão e descompromisso com a segurança nacional.


“Não é aceitável que divergências partidárias ou conveniências ideológicas se sobreponham ao dever de proteger vidas. A Polícia Federal tinha conhecimento da operação, mas optou por não participar. Enquanto isso, policiais estaduais enfrentaram sozinhos criminosos fortemente armados, com granadas e fuzis de guerra. Onde estava o governo federal?”, questionou o líder da Oposição.


Zucco (PL-RS) destacou que o episódio revela o completo abandono da política de segurança nacional por parte do governo Lula, que insiste em tratar facções criminosas como vítimas da sociedade, enquanto a população sofre sob o domínio do medo e da violência.


“O país precisa de um governo que combata o crime, não que o relativize. A ausência da União é um recado perigoso: passa a impressão de que o governo prefere proteger o discurso ideológico de aliados e movimentos radicais a garantir a segurança dos brasileiros. O Rio pediu ajuda — e o governo virou as costas”, criticou.


O parlamentar enfatizou que a convocação do ministro Lewandowski busca restabelecer o princípio da cooperação federativa, garantindo que o Ministério da Justiça não repita a omissão em futuras ações de combate ao crime organizado.


“A segurança pública não pode ser instrumento de disputa política. A omissão do governo federal diante do apelo do governador Cláudio Castro (PL-RJ) expõe um desprezo com a vida de policiais e civis. O ministro deve explicações urgentes ao Parlamento e à sociedade”, concluiu.


Além da convocação, Zucco (PL-RS) reafirmou que a Oposição seguirá mobilizada para aprovar o projeto que equipara as facções criminosas a organizações terroristas, endurecendo o enfrentamento ao crime organizado no país.


“Quem coloca barricadas para dominar territórios, aterroriza comunidades e age como um estado paralelo precisa ser tratado como terrorista. O Brasil não pode mais ser refém do medo nem da leniência ideológica de um governo que fecha os olhos para o crime”, declarou.


Zucco (PL-RS) também reiterou críticas à chamada PEC da Segurança, proposta pelo governo, que, segundo ele, representa um grave retrocesso institucional.


“Essa PEC não combate o crime,  ela combate a autonomia dos estados. É uma manobra política para concentrar poder no Planalto e transformar as forças federais em instrumentos de controle. O Brasil precisa de integração técnica, não de submissão política”, concluiu o líder da Oposição.


Fonte: Assessoria de Imprensa do Deputado

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