
O vice-líder da oposição, deputado Capitão Alden (PL-BA) e o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ) - Foto: divulgação/Agência Câmara de Notícias
02/10/2025
O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), e o vice-líder da oposição, deputado Capitão Alden (PL-BA), apontaram falhas na proposta de isenção do Imposto de Renda aprovada pela Câmara e defenderam maior redução da carga tributária
Brasília – A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1087/25, do Poder Executivo, que garante isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. A proposta também estabelece uma cobrança adicional para contribuintes com rendimentos acima de R$ 600 mil ao ano. O texto segue agora para análise do Senado.
Segundo o relator, deputado Arthur Lira (PP-AL), o projeto deve beneficiar 15,5 milhões de pessoas, enquanto cerca de 140 mil contribuintes de alta renda custearão a compensação da medida, com alíquota mínima de 10%. Ele classificou a proposta como um passo inicial para corrigir distorções tributárias.
O líder do Partido Liberal, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a medida é insuficiente diante da realidade dos brasileiros.
“É um troco muito abaixo do que o Brasil precisa. O nosso partido é sempre contra o aumento de impostos”, disse.
Já o vice-líder da oposição, deputado Capitão Alden (PL-BA), alertou para possíveis consequências negativas. Segundo ele, a proposta pode gerar desemprego e estimular a saída de capitais.
“Os mais ricos que serão tributados devem transferir seus recursos para o exterior, causando efeitos nefastos para o país. A isenção deveria chegar a R$ 10 mil, mas com compensação vinda de cortes no gasto público e austeridade do governo federal”,
afirmou.
O texto prevê que a isenção também valerá para o 13º salário e que os rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350 terão redução gradativa do imposto. A renúncia fiscal está estimada em R$ 25,4 bilhões, o que corresponde a 10% da arrecadação anual do IRPF.
Para os parlamentares do PL, a discussão deve avançar para garantir justiça tributária e redução real da carga de impostos, sem prejudicar a economia nacional.
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