
Líder da Oposição na Câmara dos Deputados, deputado federal Zucco (PL-RS) - Foto: divulgação/Agência Câmara de Notícias
18/06/2025
Brasília – Para o líder da Oposição na Câmara dos Deputados, deputado federal Zucco (PL-RS), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que irá apurar os descontos indevidos nos contracheques de milhões de aposentados do INSS será uma das mais relevantes e sensíveis dos últimos anos — não apenas pelo escândalo, mas pelo perfil das vítimas.
“Essa não é uma CPI comum. É uma CPI que envolve o povo mais simples, mais vulnerável. São aposentados, pensionistas, gente humilde, que teve seu dinheiro roubado de forma covarde. E essa dor está ecoando por todo o Brasil. Não adianta tentar abafar, porque essa CPI já está na boca do povo”, afirmou Zucco (PL-RS).
Segundo ele, os reflexos políticos do escândalo já são visíveis, inclusive nas pesquisas eleitorais.
“A população sabe que boa parte desse esquema floresceu e se aprofundou durante o atual governo. Os descontos explodiram nos últimos dois anos. E, até agora, ninguém foi punido. Isso é inadmissível.”
Zucco (PL-RS) faz um alerta: uma CPI “chapa branca”, feita para proteger culpados, será um erro irreparável.
“Quem aceitar ser titular dessa CPMI tem que saber: o Brasil inteiro vai estar assistindo. Não pode haver blindagem. Não pode ter investigação seletiva. O sindicato do irmão do presidente Lula, o Sindinap, até agora, sequer foi incluído no escopo da investigação. Isso é escandaloso. Tem gente sendo protegida, sim.”
O líder da Oposição reforça que a oposição exige o devido protagonismo na condução dos trabalhos, porque foi ela que lutou desde o início para abrir a investigação, por meio dos deputados Coronel Chrisóstomo (PL-RO), Coronel Fernanda (PL-MT) e da senadora Damares Alves. Todos eles contaram com o apoio integral do Partido Liberal (PL), das bancadas na Câmara e no Senado, e do próprio presidente Jair Bolsonaro.
“Quem não deve, não teme. E nós não tememos investigar. Essa CPI só existe porque a oposição não se calou, não se rendeu e foi à luta. Não vamos aceitar sermos excluídos ou tratados como coadjuvantes agora que o país inteiro quer respostas.”
Zucco (PL-RS) também chama atenção para outro ponto sensível: há indícios de participação direta de parlamentares no afrouxamento das regras de fiscalização que permitiram o avanço da fraude.
“Diversos deputados e senadores apresentaram emendas à MP 871/2019 e a outros projetos em nome da Contag, que é uma das entidades mais implicadas nesse esquema, justamente para afrouxar os mecanismos de controle e fiscalização dos descontos. Isso precisa ser apurado com seriedade.”
“Há relatos e reportagens da imprensa sobre a existência de um verdadeiro mensalão das entidades. Organizações recebiam milhões por mês para descontar indevidamente dos aposentados. E parte desse dinheiro pode ter alimentado estruturas partidárias, mandatos e campanhas eleitorais e até redes de influência dentro do próprio INSS . Isso vai ter que ser apurado, doa a quem doer.”
Zucco reforça que a Oposição está disposta a investigar todos os períodos: antes, durante e depois do governo Bolsonaro. Mas não aceitará a narrativa da esquerda, que não apoiou a criação da CPI e agora tenta posar de moralista.
“A oposição assinou, pressionou, cobrou. A esquerda? Correu da investigação como o diabo da cruz. Fugiram do tema. Não quiseram CPI . Agora vêm com esse papo de dizer que tudo começou no governo Bolsonaro. O povo não é bobo. Vamos até o fim. Quem desviou um centavo de aposentado vai ter que prestar contas ao Brasil.”