
Deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), disse que busca a punição de Alexandre de Moraes – Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
19/03/2025
Brasília – O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou na última terça-feira, 18, que se licenciará do mandato para morar nos Estados Unidos, alegando sofrer perseguição judicial no Brasil. O parlamentar afirmou que buscará punições para o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem acusa de instaurar um regime de exceção no país.
A decisão gerou reações divididas no Congresso Nacional. Parlamentares da oposição manifestaram apoio a Eduardo Bolsonaro (PL-SP) , classificando sua saída do Brasil como um “ato de resistência”, enquanto deputados governistas negaram qualquer tipo de perseguição ao parlamentar.
Eduardo Bolsonaro, que obteve mais de 700 mil votos em São Paulo nas últimas eleições, justificou sua decisão dizendo que se dedicará integralmente à denúncia de abusos cometidos por autoridades brasileiras no exterior. Ele acusou a Polícia Federal de agir como um “braço repressivo” do STF e chamou os agentes de “Gestapo da PF”.
O parlamentar já está nos Estados Unidos desde o dia 27 de fevereiro e afirmou que utilizará sua presença no país para alertar políticos americanos sobre a situação política e jurídica do Brasil.
“Para seguir na sua luta, na denúncia contra a ditadura! Minha total admiração e respeito por Eduardo Bolsonaro!”, declarou o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da Minoria.
Diversos parlamentares da oposição saíram em defesa de Eduardo Bolsonaro.
O deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) afirmou que o parlamentar se exilou nos Estados Unidos por medo de ser preso e perseguido politicamente. Já o deputado Mauricio Marcon (Pode-RS) classificou a decisão como um “gesto de amor ao país”, enfatizando que poucos fariam o mesmo.
Para o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o caso revela um grave desequilíbrio entre os Poderes.
“Há harmonia entre os Poderes quando um se diminui diante do outro? Lógico que não!”, declarou Cavalcante (PL-RJ).
No mesmo dia do anúncio da licença do deputado, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou contra um pedido do PT para apreender o passaporte de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O partido alegava que o parlamentar utilizava viagens internacionais para incitar políticos estrangeiros contra o Supremo Tribunal Federal.
A decisão da PGR foi comemorada por aliados do deputado, que alegam que há uma perseguição em andamento contra ele e outros opositores do governo.
Com sua licença do mandato, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) permanecerá nos Estados Unidos para atuar em sua agenda política e jurídica internacional. Enquanto isso, sua ausência da Câmara dos Deputados deve acirrar ainda mais o embate entre oposição e governistas sobre a atuação do STF e os limites da liberdade de expressão no país.