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Presidente do PL, Valdemar Costa Neto (Foto: Beto Barata / PL)

Presidente do PL, Valdemar Costa Neto (Foto: Beto Barata / PL)

Valdemar enfatiza fortalecimento do PL nas eleições municipais e reitera oposição ao Governo do PT

Brasília – Em entrevista à Revista Oeste, publicada na edição desta sexta-feira, 22, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, falou sobre o fortalecimento do partido nas próximas eleições e reiterou a oposição ao Governo do PT.

“Estamos estudando as capitais. Em alguns lugares, vamos acompanhar outros candidatos. Ainda não está fechado, pois o Bolsonaro é quem vai resolver. Não dou mais palpite sobre isso. Desde que o Bolsonaro disse que iria eleger o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador Marcos Pontes (PL-SP), não falo mais nada. Na época, o Tarcísio queria ser senador. Eu sabia que ele faria um bom governo, mas não tinha certeza de que o povo votaria nele. Bolsonaro sabia que o Tarcísio cresceria. Quero que o Bolsonaro acerte o prefeito de São Paulo pelo bem da cidade”, disse.

Ao ser questionado sobre o número de prefeitos que o partido pretende ter em 2024, ele respondeu que a legenda deve eleger 2,5 mil candidatos para as prefeituras de todo o Brasil. “Isso está completamente ligado aos deputados federais e estaduais. Atualmente, temos 480 prefeitos eleitos”, explicou.

Já sobre o número de senadores, ele assegurou que a legenda pretende fazer a maior bancada no Senado até o final de 2023. “Vamos fazer a maior bancada do Senado. Até o final deste ano, queremos chegar a 17 ou 18, pois temos mais um mandato pela frente, são três anos e meio. Preciso “tourear” o Bolsonaro, pois os senadores querem vir com o apoio dele. A condição é essa. Eles querem o “222” para se reeleger em 2026”, disse.

Em relação à aliança com o governo do PT, o presidente da sigla reiterou que o PL é oposição. “Falaram que tem gente do PL que tem cargo no governo. Eu quero ver, porque, se tiver, vou convidar a sair do partido. Não podemos participar do governo. O PT fez uma reunião e colocou na pauta que poderia se aliar ao PL, o pessoal enlouqueceu. Nós não vamos coligar com eles. O PT fez isso para criar problemas”, declarou.

A inelegibilidade do presidente de Honra do PL, Jair Bolsonaro, foi abordada também durante a entrevista. “Estamos recorrendo ao Tribunal Superior Eleitoral e vamos recorrer ao Supremo Tribunal Federal depois. Daqui a dois anos, o Poder Judiciário pode mudar o comportamento e dar ao Bolsonaro a chance de ser candidato novamente, pois ele não cometeu nenhum crime. Ele está sendo condenado pelo que falou das urnas? Podemos falar tudo o que quisermos. Não tinha lei para condená-lo. Mas isso pode ser revertido. As coisas mudam muito. Contudo, caso não aconteça, há excelentes nomes para se candidatar”, respondeu ao ser questionado quem o partido projeta como líder nacional, caso o ex-presidente da República fique inelegível.

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