
Deputado estadual Carmelo Neto (Foto: Pablo Cardoso)
18/05/2023
Ceará – O deputado estadual mais bem votado nas eleições de 2022 no Ceará, eleito com 118.603 votos, Carmelo Neto (PL-CE), se manifestou em relação ao processo na Justiça Eleitoral que pode culminar na cassação de seu mandato e dos demais parlamentares do PL na Assembleia Legislativa do Estado.
Em declaração exclusiva para o site do PL, Carmelo declarou que uma eventual perda de mandato vai beneficiar diretamente o Executivo local comandado pelo PT, e que seria “uma tentativa esdrúxula do Partido e de seus aliados”.
Para ele, além de ferir a democracia brasileira, a decisão desrespeita a legitimidade do voto de quase 500 mil cearenses, sendo 43% destinados a candidatas mulheres, o dobro feito pelo PT, que acusa o PL de fraude à cota de gênero, sob o falso “pretexto de proteger candidaturas femininas”.
“O que está acontecendo no Estado do Ceará com a chapa do PL põe em risco a soberania do voto de 500 mil eleitores do Estado, é muito grave, uma armação orquestrada por aqueles que querem nos prejudicar com uma ação judicial eleitoral provocada por um candidato derrotado do PSOL e pela Federação do PT”, disse ele. “É o que promete Lula quando diz que vai se vingar de seus opositores”, acrescentou o parlamentar. “Uma tentativa esdrúxula do Partido dos Trabalhadores de seus aliados, de tirar quatro deputados de oposição da Assembleia Legislativa e colocar quatro deputados aliados ao governo do Estado”, frisou.
Para o deputado, a questão é uma tentativa de “calar” o grupo opositor ao Governo do Estado. “Querem calar a oposição no Estado do Ceará para dar vez a deputados aliados do governo Elmano, que sequer foram eleitos pelo povo. Querem, inclusive, tirar na marra o mandato de duas mulheres eleitas para abrir vaga para homens. É um verdadeiro contrassenso. Continuarei firme nos meus trabalhos de fiscalização e de oposição ao governo petista. Não irão me calar e todos os dias faremos valer cada voto”, garantiu.
O deputado afirmou que vai judicializar a decisão, que deve ser proferida no dia 30 deste mês pela Corte. “Vamos recorrer até às últimas instâncias no Poder Judiciário e confiamos que a justiça será reestabelecida”, finalizou.