
Senador Wilder Morais (PL-GO) - Foto: Agência Senado
17/03/2026
Brasília – O senador Wilder Morais (PL-GO) apresentou projeto que autoriza delegados de polícia a decretar medidas protetivas de urgência para mulheres vítimas de violência doméstica. A proposta busca garantir proteção imediata à vítima em situações de risco iminente.
O Senado Federal analisa o Projeto de Lei 167/2026, de autoria do senador Wilder Morais (PL-GO), que permite à autoridade policial decretar medidas protetivas emergenciais em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.
A proposta altera a Lei Maria da Penha para assegurar resposta mais rápida em situações de risco, especialmente quando não há decisão judicial imediata.
Segundo o senador Wilder Morais (PL-GO), a proposta busca enfrentar um dos principais desafios no combate à violência doméstica: o tempo entre a denúncia e a decisão judicial.
De acordo com o parlamentar, esse intervalo pode representar um período crítico para a segurança da vítima.
A violência doméstica não respeita dias úteis ou horários comerciais. O período entre o registro da ocorrência e a decisão judicial é o “tempo do medo”, quando o risco de novas agressões é maior, destacou.
A medida pretende garantir proteção imediata, especialmente em casos que ocorrem à noite, em fins de semana ou feriados.
O projeto estabelece que as medidas adotadas pelo delegado terão caráter temporário e deverão seguir critérios rigorosos.
Segundo o autor, essas exigências garantem o respeito ao devido processo legal e mantêm o controle do Poder Judiciário sobre as decisões.
Wilder Morais (PL-GO) destaca que o delegado é, na maioria dos casos, o primeiro agente público a ter contato com a vítima, podendo agir de forma imediata para evitar agravamento da situação.
A proposta não substitui a atuação do Judiciário, mas antecipa a proteção em situações emergenciais, fortalecendo a rede de combate à violência contra a mulher.
O projeto aguarda distribuição para análise nas comissões do Senado Federal. Após aprovação, seguirá para votação no Plenário.
Se aprovado, o texto ainda precisará ser analisado pela Câmara dos Deputados antes de se tornar lei.

Proposta busca agilizar proteção a vítimas de violência doméstica em caráter emergencial, até decisão da Justiça – Foto: Camila Domingues/ Secom – Palácio Piratini