
Instalada em abril de 2024 para investigar fraudes no esporte, a CPI é presidida por Kajuru e tem Romário (PL-RJ) como relator – Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
19/03/2025
Brasília – O relatório final da CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas foi apresentado na última terça-feira, 18, e será votado na quarta-feira, 19, a partir das 14h30. O relator, senador Romário (PL-RJ), solicita o indiciamento de suspeitos, propõe novas leis para coibir fraudes em apostas esportivas e recomenda ações para fortalecer a fiscalização do setor.
O relatório pede o indiciamento de Bruno Tolentino por manipulação de resultados. Ele é tio do jogador Lucas Paquetá, ex-Flamengo e atualmente no futebol inglês. Além disso, o senador Romário sugere o indiciamento dos empresários William Pereira Rogatto e Thiago Chambó Andrade pelos mesmos crimes.
A CPI decidiu não indiciar o empresário Bruno Lopez, que confessou participação na manipulação de jogos, devido a um acordo firmado com o Ministério Público.
O relatório final apresenta uma emenda constitucional e três projetos de lei para fortalecer o combate à manipulação de jogos:
O relatório sugere medidas para órgãos públicos e entidades esportivas:
Uma cópia do relatório será enviada à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal, à Casa Civil e ao Ministério da Fazenda, entre outras instituições.
Instalada em abril de 2024, a CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas reuniu 11 senadores titulares e sete suplentes, com o objetivo de investigar fraudes em resultados do futebol brasileiro. O relator da comissão, senador Romário (PL-RJ), destacou que a investigação evidenciou o envolvimento de grupos criminosos e apostadores em manipulações frequentes, prejudicando a credibilidade do esporte.
“Essa CPI revelou que praticamente todos os recentes escândalos de manipulação de competições estavam ligados a apostas em eventos isolados, especialmente envolvendo atletas consagrados”, afirmou Romário (PL-RJ).
O relatório final será votado nesta quarta-feira, 19. Se aprovado, seguirá para os órgãos responsáveis pela responsabilização criminal dos envolvidos e servirá de base para novas propostas legislativas sobre o tema.