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Senador Romário (PL-RJ) é relator da CPI - Jefferson Rudy/Agência Senado

Senador Romário (PL-RJ) é relator da CPI - Jefferson Rudy/Agência Senado

Senador Romário afirma que CPI da Manipulação de Jogos identificou ‘padrão criminoso’ no futebol

Brasília – A CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas conseguiu identificar um padrão de atuação criminosa no futebol brasileiro, afirmou o relator, senador Romário (PL-RJ), na última terça-feira, 18. Segundo o parlamentar, atletas de baixa renda e clubes necessitados de investimentos são os principais alvos das quadrilhas.


O senador apresentou o relatório final da CPI, que será votado nesta quarta-feira, 19, a partir das 14h30. O documento pede o indiciamento de suspeitos, sugere novas leis e será encaminhado para órgãos de fiscalização de apostas esportivas.


Fraudes e cooperação internacional

De acordo com Romário (PL-RJ), os esquemas criminosos atuam de forma transnacional, o que exige maior cooperação internacional no combate à manipulação de jogos. Ele destacou que empresas de apostas patrocinam quase todos os times da elite do futebol brasileiro, mas, apesar do impacto financeiro positivo para os clubes, há um efeito negativo sobre a economia popular, incluindo entre beneficiários do Bolsa Família.


“O futebol brasileiro enfrenta um momento delicado e preocupante. A integridade do esporte mais popular do planeta está em xeque. Precisamos agir para reverter os danos e aprimorar a ordem jurídica esportiva no combate à manipulação”, declarou Romário (PL-RJ).


O relatório da CPI detalha as estratégias usadas pelos criminosos, incluindo recrutamento de jogadores com promessas de contratos internacionais e aproximação com dirigentes de clubes em dificuldades financeiras.


Reconhecimento e críticas

O presidente da CPI, senador Jorge Kajuru (PSB-GO), elogiou o trabalho de Romário (PL-RJ), chamando-o de “ser humano raro e homem público irretocável”. Ele destacou o esforço do relator em acompanhar cada audiência e sintetizar as informações obtidas ao longo da investigação.


Já o vice-presidente da CPI, senador Eduardo Girão (Novo-CE), considerou o relatório “brilhante”, mas criticou omissões em questões cruciais, como a ausência de menção ao deputado Felipe Carreras (PSB-PE), que, segundo denúncias, teria solicitado R$ 35 milhões para proteger casas de apostas dentro do Congresso Nacional.

Girão também apontou um possível conflito de interesses na nomeação de Geovanni Rocco como secretário nacional de Apostas Esportivas do Ministério da Fazenda, alegando que ele já atuou como lobista do setor.


Indiciamentos recomendados

O relatório de Romário (PL-RJ) pede o indiciamento de Bruno Tolentino, tio do jogador Lucas Paquetá, por manipulação de resultados. Também foram incluídos na lista os empresários William Pereira Rogatto e Thiago Chambó Andrade pelo mesmo crime.

A CPI decidiu não indiciar o empresário Bruno Lopez, que confessou participação nas fraudes, devido a um acordo firmado com o Ministério Público.


Encerramento dos trabalhos

Girão tentou incluir requerimentos para convocar Felipe Carreras e para realizar uma acareação entre José Francisco Cimino Manssur e Wesley Cardia, ex-assessor do Ministério da Fazenda e ex-presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias, respectivamente.

No entanto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não autorizou a prorrogação dos trabalhos da CPI, e um acordo determinou que a comissão será encerrada com a votação do relatório final nesta quarta-feira.

Com um empate na votação dos requerimentos de Girão, Kajuru deu o voto de minerva e rejeitou os pedidos.

“A CPI poderia ter um final melhor”, lamentou Girão.


Próximos passos

Se aprovado, o relatório final será enviado para a Polícia Federal, Ministério Público, Ministério da Fazenda, Ministério do Esporte e outras instituições. A CPI também propõe novas leis para endurecer o combate à manipulação de apostas e recomenda maior transparência na fiscalização do setor esportivo.


Fonte: Agência Senado

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