
Senador Rogério Marinho (PL-RN) - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
24/10/2025
Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, afirmou que o governo tem fragilizado o arcabouço fiscal ao criar sucessivas exceções às regras de controle de gastos públicos, o que pode levar o país a um cenário de recessão e instabilidade econômica
Brasília – Em pronunciamento no Plenário do Senado, na última terça-feira, 21, o senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou a política fiscal do governo federal e alertou para o aumento das exceções ao arcabouço fiscal, instrumento criado para equilibrar as contas públicas. Segundo o parlamentar, o país vive um processo de deterioração da responsabilidade fiscal, com gastos e renúncias que escapam dos limites estabelecidos pela própria lei.
Marinho citou como exemplo o Projeto de Lei Complementar (PLP) 168/2025, que prevê compensações financeiras pelos efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. De acordo com ele, as despesas e renúncias fiscais contidas na proposta estão fora das regras de controle, configurando mais uma “excepcionalização” orçamentária.
“Todos os problemas que se apresentam são resolvidos com mais aumento de despesas, como se não tivéssemos responsabilidade com as futuras gerações. Este governo cria alternativas para driblar o próprio arcabouço que instituiu, colocando gastos fora dos parâmetros fiscais”, afirmou Rogério Marinho (PL-RN).
O senador destacou ainda que muitos gastos classificados como emergenciais acabam se tornando despesas permanentes, sem a devida compensação fiscal. Segundo ele, essa política pode reproduzir erros do passado e conduzir o Brasil a uma nova crise econômica.
“Estamos repetindo o mesmo caminho de 2015 e 2016, quando o país enfrentou recessão, fechamento de empresas e perda de empregos. Se nada for feito, quem mais sofrerá com as consequências serão os mais pobres, justamente aqueles que o governo diz defender”, alertou o parlamentar.
Marinho reforçou que a responsabilidade fiscal é condição essencial para garantir credibilidade internacional, controle da inflação e crescimento sustentável. Ele defendeu uma política econômica voltada para o equilíbrio entre investimento social e estabilidade orçamentária, sem recorrer a medidas que “maquiam” a realidade das contas públicas.
Como líder da oposição e integrante do Partido Liberal (PL), Rogério Marinho (PL-RN) reafirmou o compromisso da legenda com a responsabilidade fiscal, o respeito ao contribuinte e a gestão eficiente dos recursos públicos. Para ele, o Brasil precisa
“recuperar o senso de urgência e de compromisso com o futuro”,
garantindo que o dinheiro público seja gasto com transparência e resultados.
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