
Presidente da CI, Marcos Rogério (PL-RO) reconheceu a importância do combate a atividades ilegais, mas criticou a forma como a operação foi realizada – Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
16/09/2025
Marcos Rogério (PL-RO) defende apuração da ação da Polícia Federal que destruiu dragas no Rio Madeira
Brasília – A Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado, presidida pelo senador Marcos Rogério (PL-RO), decidiu cobrar explicações do Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre a operação da Polícia Federal que resultou na destruição de dragas utilizadas por garimpeiros no Rio Madeira, entre os municípios amazonenses de Manicoré e Humaitá. A ação, realizada na segunda-feira, 15, gerou forte reação de parlamentares e comunidades locais.
Durante reunião da comissão, senadores apontaram que a explosão das embarcações teria causado danos ambientais e sociais às comunidades ribeirinhas da região. Marcos Rogério afirmou que, embora seja necessário combater atividades ilegais, a forma como a operação foi conduzida comprometeu o meio ambiente:
“Para enfrentar um crime, cometeram-se outros graves contra o meio ambiente. A explosão de embarcações libera fumaça no ar, óleo no rio e compromete a fauna aquática. É fundamental que o Ministério da Justiça esclareça o que aconteceu”, declarou o senador.
O parlamentar também destacou a urgência da apuração, motivo pelo qual a comissão aprovou o envio de um ofício verbal imediato ao ministério, além de um ofício escrito solicitado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM).
Parlamentares como Omar Aziz (PSD-AM) e Jaime Bagattoli (PL-RO) também manifestaram preocupação com os reflexos da operação. A Diocese de Humaitá divulgou nota de repúdio, alegando que a destruição das balsas prejudicou garimpeiros artesanais e suas famílias, afetando sua subsistência.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que é preciso enfrentar as causas da ilegalidade e não apenas apostar na “espetacularização” das operações. Já o senador Esperidião Amin (PP-SC) sugeriu que a comissão solicite também o boletim de ocorrência e o relatório oficial da ação.
O pedido de informações será encaminhado pelo Senado ao Ministério da Justiça, que deverá prestar esclarecimentos sobre os procedimentos adotados, o impacto da ação e as medidas ambientais e sociais previstas após a destruição das embarcações.