
Um dos autores de requerimento para a audiência, Senador Izalci Lucas (PL-DF) acredita que depoimento ajudará a desvendar esquema – Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
17/11/2025
Autor do requerimento: senador Izalci Lucas (PL-DF)
Brasília – A CPMI do INSS ouvirá na terça-feira, 18, dois gestores de entidades investigadas por fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas, incluindo organizações que são alvo de bloqueio judicial de R$ 2,56 bilhões.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS realizará, na próxima terça-feira, 18, uma nova rodada de oitivas com gestores envolvidos em denúncias de fraudes contra aposentados e pensionistas. Entre os depoentes estão Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen) e da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB), entidades investigadas na Operação Sem Desconto, ação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU).
O senador Izalci Lucas (PL-DF) é autor de um dos requerimentos que resultaram na convocação. O parlamentar destacou que a Aapen e a AAPB foram alvo de pedido de bloqueio de bens no valor de R$ 2,56 bilhões, solicitado pela Advocacia-Geral da União (AGU), devido a “infrações gravíssimas à Lei Anticorrupção”. Segundo Izalci (PL-DF) , ouvir Cecília é fundamental para entender o funcionamento das entidades investigadas.
Para o senador, o depoimento
“é essencial para dissecar o modus operandi e a cadeia de comando de entidades que, sob sua gestão, teriam atuado como engrenagens centrais na bilionária espoliação de beneficiários vulneráveis”.
Outro depoente será João Carlos Camargo Júnior, sócio administrador da Mkt Connection Group. Ele é citado em requerimentos após movimentações financeiras expressivas vindas da entidade Amar Brasil, investigada por descontos irregulares aplicados sobre benefícios previdenciários. Segundo o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a empresa de Camargo foi criada apenas um mês após a assinatura de acordo de cooperação técnica entre a Amar Brasil e o INSS.
Outros parlamentares da CPMI apontam indícios adicionais, como possíveis casos de lavagem de capitais, ocultação de bens e uso de empresas para dissimular recursos irregulares.
As oitivas desta terça-feira integram a estratégia da CPMI de aprofundar investigações sobre fraudes que prejudicam milhões de beneficiários, buscando responsabilização dos envolvidos e aprimoramento dos mecanismos de controle do INSS.