
Governador de São Paulo Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) e a Deputada Federal Rosana Valle (PL-SP) - Foto: Assessoria de Imprensa • Fiamini - Soluções Integradas em Comunicação
26/01/2024
Repúdio
São Paulo – Parlamentar do PL-SP condena a exclusão do governo paulista pela União em projeto articulado por Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) quando ainda era ministro da Infraestrutura; medida pode gerar atrasos na obra e necessitar de investimento bilionário
A deputada federal Rosana Valle (PL-SP) condenou o anúncio do governo federal sobre assumir integralmente as tratativas para a construção do túnel que vai ligar Santos à Guarujá, na Baixada Santista, abrindo mão de parceria com o Governo do Estado de São Paulo. A gestão de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) entraria, inclusive, com aporte financeiro e o projeto-executivo. A ideia do PT, agora, é seguir sem o apoio do Palácio dos Bandeirantes, contando, somente, com o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para a viabilização da obra.
Para a parlamentar, além de implicar em riscos e atrasos à construção, ao preterir a adesão da esfera estadual paulista, a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não cumpre o que acordou, meses atrás, com Tarcísio, esquecendo-se, inclusive, que a concepção da ligação seca entre os municípios teve início anos atrás, quando o hoje governador de São Paulo ainda era ministro da Infraestrutura da gestão de Jair Bolsonaro (PL):
“Quando assumiu como governador de São Paulo, Tarcísio foi até Lula para tentar convencê-lo a levar adiante o projeto de desestatização do Porto de Santos, que já tinha até data prevista para leilão. A obra do túnel estava nesse pacote e seria viabilizada como contrapartida. O governo petista barrou a privatização do Porto, mas firmou um acordo de parceria com o Estado para tirar o projeto do túnel do papel. Agora, voltou atrás, e sem cerimônia. Este tipo de postura nos faz entender que o PT não dialoga, não quer parceria com São Paulo e não cumpre o que fala”, desabafa Rosana, que também é presidente da Frente Parlamentar dos Portos Brasileiros e presidente da Executiva Estadual do PL Mulher paulista.
Conforme relembra a deputada federal de segundo mandato, em 2020, em visita à Baixada Santista, e na qualidade de ministro da Infraestrutura, Tarcísio garantiu estudos para incluir o túnel imerso Santos-Guarujá no contrato de privatização da administração do Porto de Santos. Tempos depois, a estatal federal responsável pela gestão do complexo adiantou a pretensão de realizar em 2024 um leilão, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), para que a ligação seca pudesse ser construída, como uma espécie de compensação:
“Todo o processo de desestatização do Porto de Santos foi liderado pelo então ministro Tarcísio, incluindo a obra como contrapartida. Os estudos do Governo do Estado já estão prontos. Cada ente federativo, São Paulo e União, teria sua participação na obra do túnel. Agora, o PT, simplesmente, quer assumir tudo sozinho, excluindo da articulação quem mais trabalhou para viabilizar este projeto”.
Mesmo incluindo a construção do túnel no Novo PAC, a parceria com São Paulo deveria ser mantida, segundo Rosana:
“Agora, não temos a mesma garantia quanto a prazos, custos e à qualidade da obra, pois já vimos no passado a morosidade do governo petista. Uma simples busca no Google reforça o que digo. Não são poucos os municípios que sofreram por anos com obras paradas que eram de responsabilidade dos governos do PT na esfera federal”.
Uma vez inscrita no Novo PAC, a construção do túnel pela União prevê investimentos na ordem de R$ 6 bilhões. Segundo o projeto idealizado por Tarcísio, a ligação seca entre Santos e Guarujá deve ter 800 metros de extensão, com faixas para veículos, ciclovias, pedestres e VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).