
O autor da proposta, deputado Marcos Pollon (PL-MS), e o relator, deputado General Girão (PL-RN) - Foto: divulgação/Agência Câmara de Notícias
16/03/2026
Brasília – O autor da proposta, deputado Marcos Pollon (PL-MS), e o relator, deputado General Girão (PL-RN), avançaram com a aprovação, na Comissão de Segurança Pública da Câmara, de projeto que garante direito ao porte de arma de fogo para tabeliães e registradores titulares de cartórios, incluindo profissionais aposentados, desde que cumpridos os requisitos previstos na legislação.
A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3125/2025, de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS), que assegura o direito ao porte de arma de fogo para notários e registradores titulares de cartórios.
O texto aprovado foi um substitutivo apresentado pelo relator, deputado General Girão (PL-RN), que manteve a essência da proposta e promoveu ajustes para garantir maior segurança jurídica na aplicação da norma.
A proposta altera a Lei dos Notários e Registradores, permitindo que esses profissionais possam solicitar o porte de arma de fogo, desde que cumpram todas as exigências legais previstas no Estatuto do Desarmamento.
Segundo o relator, a medida busca proteger profissionais que frequentemente lidam com documentos sensíveis, disputas patrimoniais e transações de alto valor, o que pode gerar conflitos e ameaças.
Tabeliães e registradores permanecem vinculados às consequências jurídicas dos atos que praticam 24 horas por dia, afirmou General Girão (PL-RN).
Uma das mudanças incluídas pelo relator no substitutivo foi a garantia expressa do direito também aos profissionais aposentados.
De acordo com General Girão, o risco de retaliações pode continuar mesmo após o encerramento das atividades, especialmente em casos envolvendo registros litigiosos, disputas patrimoniais e questões fundiárias.
O parlamentar também destacou que, em diversas localidades do país, especialmente regiões do interior e de fronteira, os cartórios muitas vezes representam a única presença institucional do Estado.
O projeto não cria um porte automático de arma. Para obter autorização, os profissionais deverão cumprir requisitos previstos na legislação.
Entre as exigências estão:
A proposta também estabelece que não poderão ser impostas exigências adicionais além das previstas em lei, garantindo maior objetividade no processo de concessão do porte quando os requisitos legais forem cumpridos.
O projeto seguirá agora para análise, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.
Caso seja aprovado nessa etapa, o texto ainda precisará passar pelo Senado Federal antes de se tornar lei.
