
O senador Marcio Bittar (PL-AC), em discurso no Plenário nesta segunda – Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
17/03/2026
Brasília – O senador Marcio Bittar (PL-AC) defendeu no Plenário do Senado o adiamento das sabatinas de indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF) para 2027. Segundo o parlamentar, a medida garantiria maior legitimidade às decisões após a renovação de dois terços da Casa nas próximas eleições.
O senador Marcio Bittar (PL-AC) afirmou que o Senado deveria adiar para 2027 a análise e aprovação de indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF), permitindo que a decisão seja tomada por uma composição renovada da Casa.
Durante pronunciamento no Plenário, o parlamentar argumentou que a atual legislatura não teria a legitimidade necessária para deliberar sobre indicações ao STF em um momento de transição política.
Este Senado perdeu a legitimidade moral para aprovar a indicação, não apenas de um nome, mas de qualquer outro indicado por um governo em fim de ciclo. Não é questão pessoal, é questão de coerência constitucional, declarou.
Para Bittar (PL-AC) , o ideal seria que a decisão sobre novos ministros do STF fosse tomada após as eleições, quando haverá a renovação de dois terços do Senado Federal.
O senador defende que a nova composição da Casa, legitimada pelo voto popular, seja responsável por avaliar futuras indicações à Corte.
Segundo ele, essa mudança fortaleceria o equilíbrio entre os Poderes e ampliaria a confiança da população nas decisões institucionais.
O parlamentar também criticou o que considera excesso de decisões individuais de ministros do STF com impacto sobre o Poder Legislativo.
Para o senador, esse cenário demonstra a necessidade de o Congresso reagir para preservar suas prerrogativas.
Um ministro do STF não pode, sozinho, interferir em decisões do Parlamento. Isso compromete o equilíbrio entre os Poderes e enfraquece a democracia, afirmou.
Além do adiamento das sabatinas, Bittar (PL-AC) defendeu que o Senado avance na votação de propostas que limitem o alcance de decisões monocráticas com efeitos sobre o Legislativo.
Na avaliação do parlamentar, essas mudanças são fundamentais para garantir:
O tema deve continuar em debate no Senado, especialmente no contexto das discussões sobre indicações ao STF e reformas institucionais.
A proposta de adiamento das sabatinas ainda não é formalizada em projeto de lei, mas reflete o posicionamento do senador sobre o atual cenário político e institucional do país.