
O senador Izalci Lucas (PL-DF) discursa sobre o BRB e o Banco Master – Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
20/03/2026
Brasília – O senador Izalci Lucas (PL-DF) cobrou, no Plenário, a investigação de possíveis irregularidades na negociação entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, destacando indícios de conexões entre agentes públicos, instituições financeiras e contratos no Governo do Distrito Federal.
O senador Izalci Lucas (PL-DF) manifestou preocupação com os indícios de irregularidades envolvendo a tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A operação, que chegou a ser analisada pelo Banco Central, foi vetada em setembro do ano passado, culminando posteriormente na liquidação do Banco Master.
Durante pronunciamento, o parlamentar afirmou que a análise de informações recentes aponta para possíveis conexões entre agentes públicos, instituições financeiras e contratos firmados no âmbito do Governo do Distrito Federal (GDF).
Izalci (PL-DF) destacou que, ao aprofundar as investigações sobre o caso, identificou elementos que levantam dúvidas sobre a lisura da operação. Segundo ele, há indícios de um possível esquema envolvendo interesses financeiros e decisões administrativas.
O senador também relacionou o caso a operações financeiras realizadas por meio do aplicativo PicPay, envolvendo convênios com o INSS e com o Governo do Distrito Federal. Esses acordos permitiriam a antecipação de recursos a aposentados e servidores públicos.
De acordo com Izalci (PL-DF), o modelo que inicialmente se apresentava como benefício acabou resultando em prejuízos à população, com a cobrança de juros elevados, taxas adicionais e possíveis práticas irregulares, como venda casada e exclusividade na prestação de serviços.
Além disso, o parlamentar criticou a proposta de venda de terrenos públicos do Distrito Federal como forma de cobrir prejuízos do BRB decorrentes de investimentos relacionados ao Banco Master.
Diante da gravidade das suspeitas, Izalci Lucas (PL-DF) informou que solicitou ao Banco Central e ao Ministério Público a adoção de medidas cautelares, incluindo o bloqueio de bens dos envolvidos, com o objetivo de garantir a responsabilização e proteger o interesse público.
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