
Gustavo Gayer (PL-GO) sai em defesa da indústria automobilística nacional e decisões de Maduro contra o Brasil – Foto: divulgação/Agência Câmara de Notícias
01/08/2025
Deputado questiona possível privilégios a chinesa no Brasil, em detrimento da produção nacional; e cobra reação do governo federal à taxação de produtos brasileiros pela Venezuela
Brasília – O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) protocolou uma série de medidas parlamentares em resposta a decisões do Governo Federal e da Venezuela que, segundo ele, colocam em risco a indústria nacional e a soberania comercial do Brasil, nesta sexta-feira, 01.
Entre as ações, está o Requerimento de Informações nº 4601/2025, endereçado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, solicitando esclarecimentos detalhados sobre a proposta de redução de tarifas de importação para kits de veículos eletrificados nas modalidades SKD (semimontados) e CKD (completamente desmontados). A medida, veiculada pela imprensa, estaria sendo pensada para beneficiar a montadora chinesa BYD, recentemente instalada no país, em detrimento da indústria automobilística nacioal.
O parlamentar questiona a falta de isonomia da proposta, a possível renúncia fiscal, os riscos de desindustrialização e os impactos sobre o emprego e a competitividade das montadoras brasileiras que já manifestaram preocupação em carta conjunta assinada por dirigentes da Volkswagen, Toyota, General Motors e Stellantis.
Em complemento, Gayer (PL-GO) apresentou a Indicação nº 2043/2025, que sugere à Presidência da República a imediata reavaliação da medida. O texto alerta para o enfraquecimento da cadeia produtiva nacional e propõe a suspensão da deliberação sobre os incentivos até a conclusão de estudos técnicos. Também defende que qualquer incentivo esteja atrelado à geração de empregos, nacionalização da produção e transferência de tecnologia.
Além disso, o parlamentar também se posicionou frente à crise comercial entre Brasil e Venezuela, protocolando a Indicação nº 2042/2025, em que solicita ações firmes do governo brasileiro diante da decisão unilateral do regime de Nicolás Maduro de restabelecer tarifas de importação sobre produtos brasileiros. A medida, que viola o Acordo de Complementação Econômica nº 69 da ALADI, atinge especialmente exportadores de Roraima e impõe alíquotas que chegam a até 77%, segundo a justificativa do parlamentar.
Gayer (PL-GO) sugere, entre outras ações, a formalização de um protesto diplomático junto à ALADI, o estudo de medidas de retaliação e a adoção de sanções comerciais, caso a Venezuela não reveja sua decisão.
“Ao impor alíquotas que chegam a até 77%, o governo de Nicolás Maduro ignora um compromisso internacional assumido e cria obstáculos injustificáveis à continuidade de uma relação comercial benéfica para ambos os lados.”,
afirma o deputado nos documentos.