
Para o governador do Rio de Janeiro ‘Cláudio Castro (PL-RJ), a "polícia tem que ser livre para fazer o trabalho dela" - Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados
25/11/2025
Brasília – O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), defendeu durante audiência na Câmara mais recursos e autonomia para as polícias, no âmbito da discussão da PEC da Segurança Pública (PEC 18/25), que propõe alterações na estrutura da segurança no País.
Em audiência pública sobre a PEC da Segurança Pública (PEC 18/25), o governador Cláudio Castro (PL-RJ) defendeu medidas mais robustas e flexíveis para o enfrentamento ao crime organizado no Rio de Janeiro e em todo o Brasil. Entre as propostas apresentadas, Castro sugeriu que parte da taxação das “bets” seja direcionada diretamente à segurança pública, fortalecendo o financiamento das ações policiais.
O governador criticou o modelo atual de repasses federais, que segundo ele, chegam aos estados por meio de “projetos carimbados”, com pouca autonomia para gestão local. Castro (PL-RJ)defendeu repasses “livres”, mais eficazes e dinâmicos, além de compensações da União pelo combate a crimes federais realizado por policiais civis, incluindo o enfrentamento ao tráfico de armas.
Castro (PL-RJ) também ressaltou a importância de integrar esforços entre as polícias, já que, segundo ele, a distinção entre crimes estaduais e federais se tornou cada vez mais complexa. Para o governador, a autonomia das instituições policiais é essencial:
“Na minha opinião, a polícia tem que ser livre para fazer o trabalho dela. Rio de Janeiro é um estado de serviços, e o crime organizado tem tomado conta de ações como internet e transporte alternativo. Não vamos aceitar intimidação. Que prendam todos os postos irregulares!”, afirmou.
O governador ainda destacou ser desnecessário constitucionalizar o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), bastando aplicar a legislação de 2018 que criou o fundo. Para ele, as polícias estaduais devem seguir subordinadas aos governadores, enquanto a Polícia Federal não deveria ter liberdade para escolher onde atuar sem coordenação.
A audiência também tratou de declarações recentes do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que criticou suposta falta de ação estadual contra o contrabando de combustíveis, apontado como fonte de financiamento do crime organizado. Castro (PL-RJ) rebateu, defendendo que o estado tem atuado e que o principal entrave está na ausência de apoio federal consistente.