
Cláudio Castro em entrevista após reunião com o presidente do Senado: estado sofreu ataques de criminosos – Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
26/10/2023
Brasília – Após uma onda de ataques ao sistema de transporte no Rio de Janeiro, o governador do estado, Cláudio Castro (PL-RJ), reuniu-se com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, na última quarta-feira, 25, em Brasília. Castro entregou a Pacheco um conjunto de cinco propostas para a área de segurança pública. Ele também sugeriu a criação de uma comissão mista especial formada por deputados e senadores para analisar as medidas com mais celeridade. O presidente do Senado manifestou solidariedade ao estado e à população fluminense.
De acordo com o governador, as propostas têm como objetivo “gerar medo” nos criminosos e inibir a atuação de milícias, traficantes e outras facções criminosas.
— Um dos braços para esse nosso embate à criminalidade faz parte do legislativo. O endurecimento de penas é fundamental para que a gente possa gerar medo. Para que a gente possa ter um desincentivo para esses criminosos. O presidente Pacheco falou em acelerar a tramitação no Código Penal, mas ainda assim entendeu que há urgência para o endurecimento de legislações. O combate é urgente — afirmou.
A morte de um miliciano provocou uma onda de violência na Zona Oeste do Rio na tarde da última segunda-feira, 23. Ao menos 35 ônibus e um trem foram queimados a mando de criminosos na região. Antes da reunião com Castro, Pacheco disse que o Senado se solidariza com o estado do Rio de Janeiro e está à disposição para colaborar:
— É muito importante nós nos solidarizarmos com a situação do Rio de Janeiro neste momento e nos colocarmos à disposição do Rio de Janeiro enquanto Casa legislativa — disse.
Questionado por jornalistas sobre o adiamento da sessão do Congresso Nacional agendada para quinta-feira, 26, para a inclusão dos vetos ao projeto do marco temporal para demarcação de terras indígenas (PL 2.903/2023), Pacheco informou que uma nova data será agendada “em breve”.
— A sessão que seria na quinta feira, nós cancelamos. Houve uma convergência nesse sentido para cancelar. E nós vamos marcar uma data breve — disse o senador.
Segundo Pacheco, “há uma grande controvérsia nacional” em torno do tema e é “obrigação dos três Poderes resolver esse problema”.
Ao sancionar neste mês a Lei 14.701, que trata do reconhecimento, demarcação, uso e gestão de terras indígenas, o presidente Lula vetou o trecho que estabelecia que os povos indígenas só teriam direito às terras que ocupavam ou reivindicavam em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal.