
Deputado General Pazuello (PL-RJ), relator da proposta – Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
09/03/2026
Brasília – O deputado Eduardo Pazuello (PL-RJ) apresentou parecer favorável ao projeto que institui escolas cívico militares de ensino profissionalizante na rede pública brasileira. A proposta busca integrar formação técnica voltada ao mercado de trabalho com valores de disciplina, cidadania e gestão compartilhada entre educadores civis e militares da reserva.
A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2205/2024, que cria o modelo de escolas cívico militares de ensino profissionalizante no sistema público de ensino brasileiro.
O parecer favorável foi apresentado pelo deputado Eduardo Pazuello (PL-RJ), relator da proposta, que destacou o potencial do modelo para fortalecer a formação de jovens e ampliar oportunidades de qualificação profissional.
O projeto surge em um cenário de transformação no modelo de escolas cívico militares no país, após o encerramento do Programa Nacional das Escolas Cívico Militares (Pecim) pelo governo federal em 2023. Desde então, diversos estados optaram por manter ou criar redes próprias desse tipo de instituição.
A proposta estabelece uma diretriz nacional permanente para a implementação dessas escolas, com foco na integração entre gestão disciplinar inspirada no modelo militar e ensino técnico voltado ao mercado de trabalho.
Pelo texto aprovado, as escolas funcionarão em tempo integral e terão gestão compartilhada:
Segundo o relator, o modelo contribui para um ambiente escolar mais seguro e organizado, além de preparar os estudantes para setores estratégicos da economia.
O modelo cívico militar proposto fortalece a cultura da paz e segurança dentro do ambiente escolar, promovendo a redução de violência e indisciplina, fatores essenciais para a estabilidade social e, consequentemente, para a defesa nacional, afirmou o deputado.
A proposta é de autoria do deputado Lucio Mosquini (MDB-RO) e prevê que o currículo das escolas siga as diretrizes do Ministério da Educação (MEC), com a inclusão de formação técnica profissionalizante.
A gestão pedagógica das unidades deverá ser exercida por diretores e coordenadores selecionados com base em critérios de mérito e competência.
Já os militares da reserva atuarão na colaboração administrativa e disciplinar, contribuindo para a organização do ambiente escolar.
Segundo Pazuello (PL-RJ), essa estrutura híbrida fortalece o funcionamento das instituições.
O projeto é extremamente louvável ao prever que a equipe pedagógica seja selecionada por critérios de mérito e competência, cabendo aos militares da reserva colaborar na gestão disciplinar e administrativa, destacou.
O texto aprovado também prevê mecanismos de incentivo à inserção profissional dos estudantes.
A iniciativa busca aproximar a formação escolar das demandas do mercado de trabalho e ampliar as oportunidades para jovens formados nas escolas públicas.
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas seguintes comissões da Câmara:
Para se tornar lei, a proposta precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.