
Deputado Filipe Barros (PL-PR) - Foto: Alan Santos/comunicação Filipe Barros
04/12/2025
Brasília – A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Credn) já vem trabalhando para ajudar a salvar a Avibras e evitar que a indústria, que é estratégica para a defesa nacional, seja vendida para alguma potência estrangeira. A garantia é do próprio presidente do colegiado, o paranaense Filipe Barros (PL-PR), após recente audiência pública sobre o tema.
Durante o encontro, o diretor-presidente da Avibras, Fábio Guimarães Leite, informou que a empresa aguarda um aporte de R$ 300 milhões para retomar a produção a partir de janeiro. A agenda conjunta promovida pela comissão ocorreu na última terça-feira, 2.
“Vamos criar, no âmbito da Creden, um mecanismo de acompanhamento de todo o processo de recuperação da Avibras. Este é um assunto do Brasil, diz respeito à nossa soberania e ao nosso desenvolvimento científico e tecnológico”, afirmou Filipe Barros (PL-PR).
De acordo com o deputado federal, a prioridade de momento é assegurar os recursos necessários para a empresa voltar à ativa.
“Com este impulso, a Avibras ganhará fôlego para voltar ao mercado”,
explicou ele, detalhando ainda que terá tratativa com o relator do orçamento de 2026, Gervásio Maia, para tratar da demanda.
Segundo o presidente da Avibras, a empresa está recuperando clientes, especialmente no mundo árabe, e o aporte de R$ 300 milhões ainda em 2025 permitirá gerar receitas já no próximo ano.
“Trata-se da maior empresa bélica do mundo. Vários países, como Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Indonésia, têm interesse nos nossos produtos”, assinalou Fábio Leite. “Também estamos renegociando todos os contratos com o Exército e resgatando a confiança na empresa”, revelou.
Já a diretora de Economia Sustentável e Industrialização da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Perpétua Almeida, defendeu a necessidade de se aprovar a PEC dos 2%, conhecida como PEC da Previsibilidade (55/2023), tida como crucial para evitar a descontinuidade dos Projetos Estratégicos da Defesa ao destinar 2% do PIB para essas iniciativas.
Também participaram da audiência pública da Credn o secretário-geral adjunto do Ministério da Defesa, Miguel Ragone de Mattos, e o presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil, Rodolfo Queiroz Laterza.