
O deputado Filipe Barros (PL-PR) anunciou que serão tomadas "todas as medidas jurídicas legislativas cabíveis" - Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
05/11/2025
Deputado Filipe Barros (PL-PR)
Brasília – O presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, deputado Filipe Barros (PL-PR), criticou duramente, na última terça-feira, 4, a terceira ausência consecutiva do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, em audiência pública que discutiria temas de relevância nacional, entre eles o asilo diplomático concedido pelo Brasil à ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia.
Barros (PL-PR) classificou a nova ausência como “lamentável” e “revoltante”, afirmando que a postura do ministro demonstra desrespeito ao Parlamento e à sociedade brasileira.
Lamentavelmente, ontem à noite, às 20 horas aproximadamente, sua assessoria nos encaminhou um ofício alegando compromissos previamente agendados. Repito: é a terceira vez, desde maio, que tentamos trazê-lo para prestar esclarecimentos, declarou o parlamentar.
O deputado anunciou que serão tomadas todas as medidas jurídicas e legislativas cabíveis diante da repetida ausência de Lewandowski. Segundo ele, o ministro tem a obrigação institucional de comparecer às convocações da Câmara dos Deputados, especialmente em temas que envolvem a soberania e a política externa do país.
O caso em debate envolve Nadine Heredia, ex-primeira-dama do Peru, condenada a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro, junto com o ex-presidente Ollanta Humala.
Heredia buscou refúgio na Embaixada do Brasil em Lima, e o governo brasileiro concedeu asilo diplomático a ela e ao filho menor, transportados a Brasília em aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB).
O episódio gerou ampla repercussão e levantou questionamentos sobre os critérios adotados pelo Ministério da Justiça e do Itamaraty.
Para Filipe Barros (PL-PR), o caso exige transparência:
É inadmissível que um tema de tamanha gravidade seja tratado de forma obscura. O Brasil precisa garantir que decisões de política externa não sirvam a interesses políticos, mas sim aos princípios da legalidade e da soberania nacional, afirmou.
Além da audiência da Comissão de Relações Exteriores, a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou oito novos pedidos de convocação do ministro Lewandowski, a maioria relacionada à megaoperação policial no Rio de Janeiro.
Os requerimentos pedem esclarecimentos sobre:
Esses temas reforçam, segundo Barros (PL-PR), a necessidade de transparência e controle parlamentar sobre as ações do governo na área da segurança pública.
Com sua atuação firme na fiscalização do Poder Executivo, Filipe Barros (PL-PR) reafirma o compromisso do Partido Liberal (PL) com a defesa das instituições democráticas, a segurança nacional e a soberania do Brasil.
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