
Deputado federal Filipe Barros (PL-PR) Foto: Alan Santos/Comunicação Filipe Barros
05/02/2026
Brasília – O deputado federal Filipe Barros (PL-PR) concluiu na última terça-feira, 3, o mandato de presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Credn). Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) comandará o colegiado durante o ano de 2026.
Ao se despedir, o congressista do Paraná não poupou críticas à condução da política externa brasileira pelo governo Lula (PT).
Segundo Filipe Barros (PL-PR),
“no plano internacional, evidenciou-se a crescente perda de relevância do Brasil nas discussões sobre os grandes temas globais. Nos últimos meses de 2025, durante a condução das ações dos EUA na Venezuela, o País sequer foi consultado, apesar de sua tradição diplomática e de sua posição geográfica estratégica com o país vizinho, o que evidencia preocupante limitação na articulação regional.”
O deputado também destacou que o Brasil foi sistematicamente excluído dos diálogos sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, bem como dos processos de paz no Oriente Médio, configurando um quadro de isolamento diplomático que precisa ser revertido.
“Esse tema foi recorrente em minhas reuniões com embaixadores e autoridades estrangeiras, ocasiões em que manifestei as preocupações da Credn com a escalada da violência em diversas regiões do mundo e com a necessidade de o País resgatar seu protagonismo”, enfatizou.
Em 2025, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional realizou 20 reuniões deliberativas, oito audiências públicas e duas visitas técnicas para acompanhar políticas de relações exteriores e defesa.
Além disso, foram aprovados 31 acordos e tratados internacionais, 16 projetos de lei, um projeto de lei complementar e seis projetos de decreto legislativo. Ainda foram deliberados 153 requerimentos. Quanto à diplomacia parlamentar, a comissão realizou, ao longo de 2025, 19 encontros diplomáticos e três missões oficiais internacionais.
No âmbito da defesa nacional, Filipe Barros (PL-PR) priorizou a interlocução direta com o ministro da Defesa, José Múcio, e com os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica.
“Tratamos dos temas mais relevantes das Forças Armadas, com especial ênfase para os desafios orçamentários enfrentados pelo setor, como o apoio da Credn à recuperação financeira da Avibras, importante empresa da Base Industrial de Defesa, também objeto de audiência pública de nossa iniciativa”, sublinhou o deputado.
Em 2025, o presidente da Credn acumulou a presidência da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (Ccai) do Congresso Nacional.
Como legado, Filipe Barros (PL-PR) destacou a apresentação do projeto de lei 6423/2025, que pretende ser o marco legal da atividade de inteligência, além do projeto de resolução para reformar o Regimento Interno da Ccai, dotando-a de instrumentos que a tornem mais atuante, com prerrogativas e atribuições claramente definidas.