
Deputado Federal Zucco (PL-RS) - Foto: divulgação/Assessoria de Imprensa do Deputado
12/03/2026
Rio Grande do Sul – A Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, é um dos maiores símbolos da força do agronegócio brasileiro. A feira apresenta tecnologia, inovação e soluções que impulsionam a produtividade do campo. Mas a edição deste ano também trouxe um alerta importante sobre a realidade enfrentada pelos produtores rurais.
Mesmo diante de seca, enchentes, custos elevados de insumos e juros altos, o produtor segue sustentando a economia nacional, garantindo alimentos, empregos e superávit comercial. Ainda assim, muitos agricultores hoje enfrentam um cenário cada vez mais pressionado.
Entre as principais preocupações está a cobrança considerada abusiva de royalties e taxas tecnológicas sobre a produção. Em algumas cadeias, essas cobranças já chegam a retirar cerca de 7,5% do resultado da lavoura no momento da entrega do grão, drenando parte significativa da renda de quem produz.
Ao mesmo tempo, o endividamento acumulado após sucessivas safras difíceis tornou a situação ainda mais grave. Muitos produtores simplesmente não conseguem mais carregar o passivo financeiro nas condições atuais.
Por isso, cresce no campo a defesa da securitização das dívidas rurais. A proposta busca reorganizar esses passivos com prazos mais longos e condições reais de pagamento, permitindo que os agricultores retomem sua capacidade de produzir.
Essa pauta será apresentada ao Pré-Candidato a Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por ocasião de sua visita ao Rio Grande do Sul, agendada para o dia 11 de abril. O modelo não é novidade: já foi aplicado no Brasil na década de 1990 e ajudou a reestruturar o agro naquele momento.
Outro ponto de preocupação é o impacto da reforma tributária sobre a produção. A possibilidade de cobranças que podem ultrapassar 10% sobre a comercialização acende um alerta em um setor que já opera com margens apertadas e riscos elevados.
A mensagem que sai da Expodireto é clara: sem produtor forte não existe agro forte. E sem agro forte não existe economia forte no Brasil.