
Senadora Dra. Eudócia (PL-AL) presidiu audiência pública sobre o neuroblastoma: pressa para o protocolo de tratamento – Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
27/03/2026
Brasília – A senadora Dra. Eudócia (PL-AL) defendeu a rápida disponibilização de medicamento para tratamento do neuroblastoma no SUS, destacando a urgência da doença e a necessidade de garantir acesso integral às crianças diagnosticadas.
Durante audiência pública no Senado Federal, a senadora Dra. Eudócia (PL-AL) destacou a necessidade urgente de garantir o acesso ao tratamento do neuroblastoma pelo Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente diante da gravidade da doença, que afeta principalmente crianças pequenas.
Presidente da Subcomissão de Prevenção e Tratamento do Câncer, a parlamentar alertou que, apesar da incorporação do medicamento betadinutuximabe ao SUS, ainda falta a publicação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), documento essencial para viabilizar a compra e distribuição do tratamento.
Segundo Dra. Eudócia (PL-AL), a demora compromete diretamente as chances de sobrevivência dos pacientes. Para reforçar a necessidade de avanço na política pública, a senadora anunciou que pretende apresentar proposta para criação de um protocolo nacional de tratamento do câncer infantil e fortalecimento do acesso a medicamentos oncológicos no SUS.
Especialistas ouvidos na audiência ressaltaram que o neuroblastoma é um dos cânceres pediátricos mais agressivos e que o tempo de resposta no tratamento é determinante para o sucesso terapêutico. A ausência de padronização no atendimento, segundo eles, dificulta o diagnóstico precoce e o acesso igualitário ao tratamento em todo o país.
Também foi destacada a importância do PCDT para garantir a uniformização do cuidado, desde o diagnóstico até o tratamento completo, incluindo o acesso à imunoterapia no SUS e a exames especializados.
Outro ponto levantado foi a desigualdade no acesso a tecnologias de diagnóstico, como exames de imagem, medicina nuclear e biologia molecular, o que contribui para o diagnóstico tardio e compromete a definição adequada do tratamento.
Representantes de entidades e familiares de pacientes alertaram ainda para os impactos da judicialização da saúde, que, muitas vezes, não acompanha a rapidez da evolução da doença, prejudicando o acesso efetivo ao tratamento.
Além disso, especialistas ressaltaram que, apesar do alto custo do medicamento, o número reduzido de casos limita o impacto orçamentário, enquanto o benefício social e humano é significativo, especialmente para crianças e suas famílias.
O Ministério da Saúde informou que trabalha na elaboração do PCDT para o neuroblastoma , com início das etapas formais previsto para os próximos meses, buscando organizar a linha de cuidado e viabilizar o acesso às tecnologias necessárias.
Para Dra. Eudócia (PL-AL), garantir tratamento adequado e oportuno é essencial para salvar vidas e assegurar equidade no sistema de saúde brasileiro.