
Deputado Roosevelt Vilela (PL-DF) - Foto: Renan Lisboa/ Agência CLDF
01/03/2024
Brasília – A divulgação pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública de um déficit de mais de 30% no efetivo de policiais civis e militares nos últimos dez anos gerou repercussão no plenário da Câmara Legislativa nesta quarta-feira (28). Além disso, o déficit salarial da categoria e outras questões foram levadas ao conhecimento do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, durante reunião, como relatou o deputado Roosevelt Vilela (PL-DF).
O deputado Roosevelt Vilela (PL-DF) destacou a reunião com o ministro, realizada na manhã de hoje, à qual compareceu a convite do senador Izalci Lucas (PSDB-DF). “Tratamos da redução de pessoal das forças de segurança do DF, que incluem o Corpo de Bombeiros, bem como de pontos mais específicos relativamente ao auxílio moradia e à gratificação por serviço voluntário”, explicou.
Segundo o parlamentar, esses dois itens exigem soluções urgentes. No caso do auxílio, será necessária uma alteração na legislação federal para regularizá-lo, conforme decisão do Tribunal de Contas da União. “Pedimos ao ministro para que seja assinada uma Medida Provisória”, observou. Quanto ao segundo benefício, Lewandowski encaminhará ao Ministério da Gestão.
A questão do déficit de pessoal nas forças de segurança locais também foi abordada pelo deputado Iolando (MDB), que ressaltou a necessidade de mais concursos públicos para suprir a defasagem. “No quadro apresentado pelo Fórum de Segurança Pública, o Distrito Federal aparece em primeiro lugar”, lamentou.
Por sua vez, o deputado Gabriel Magno (PT) atribuiu a situação ao governo Ibaneis Rocha. Ele ampliou o comentário para outras áreas onde também há déficit de pessoal, como assistência social e educação.
Já Chico Vigilante (PT) lembrou que no primeiro mandato de Ibaneis à frente do Palácio do Buriti não houve nomeações de servidores para a área de segurança pública. “Não contrataram ninguém e não deram aumento. Foi nos governos de esquerda que as forças tiveram atenção”, afirmou, citando os ex-governadores Cristovam Buarque e Agnelo Queiroz.