
Deputado Joaquim Passarinho (PL-PA) - Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
13/08/2025
Brasília – O deputado Joaquim Passarinho (PL-PA) defendeu a contratação urgente de novos servidores e o fortalecimento da Agência Nacional de Mineração (ANM) como medida essencial para reduzir a sonegação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), conhecida como royalties da mineração.
Em audiência pública na Comissão de Minas e Energia na última terça-feira, 12, Joaquim Passarinho (PL-PA) alertou que, com o atual quadro de apenas três fiscais para todo o país, a ANM não consegue combater de forma eficaz as irregularidades.
“A solução passa pelo fortalecimento da agência, para que ela possa fazer a sua função, que é a fiscalização”, afirmou o parlamentar do Partido Liberal.
O cenário é preocupante: segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), quase 70% das empresas de mineração não pagaram voluntariamente a CFEM entre 2017 e 2022.
O superintendente de Arrecadação e Fiscalização de Receitas da ANM, Alexandre Rodrigues, informou que 41 novos servidores tomarão posse no próximo mês para reforçar a fiscalização. Ainda assim, Passarinho (PL-PA) e outros deputados consideram que o número é insuficiente diante das mais de 8 mil empresas mineradoras no Brasil.
O presidente da comissão, deputado Diego Andrade (PSD-MG), sugeriu convênios com municípios para ampliar a capacidade de fiscalização, proposta elogiada por representantes da Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais (Amig).
Além da fiscalização, debatedores cobraram maior transparência na aplicação dos recursos da CFEM pelos municípios. Larissa Alves, do projeto De Olho na CFEM, destacou que a maioria das prefeituras não identifica claramente a origem desses recursos nem divulga os dados nos portais de transparência.
O deputado Keniston Braga (MDB-PA) reforçou que os gestores públicos que descumprem as obrigações legais de transparência devem ser punidos.
Atualmente, 3.943 municípios recebem repasses da CFEM , que em 2024 somaram R$ 7,4 bilhões. A distribuição segue a seguinte regra: 10% para a União, 15% para os estados produtores, 60% para os municípios produtores e 15% para os municípios impactados pela atividade mineradora.
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