
Foto: Divulgação/ Comunicação/ALE
02/05/2024
Alagoas- Na sessão ordinária desta terça-feira, 30, um intenso debate marcou a Assembleia Legislativa de Alagoas, com foco na recente ocupação da sede do Incra em Maceió por membros de movimentos sociais agrários. Os deputados Cabo Bebeto (PL-AL) e Ronaldo Medeiros (PT) apresentaram visões divergentes sobre a legalidade e a natureza da ação.
Durante o debate, o deputado Cabo Bebeto (PL-AL) expressou forte desaprovação à ocupação, argumentando que a ação viola a lei 8.986/2023, que impõe multas e sanções para invasões de propriedades públicas e privadas. “A ocupação da rua trouxe transtornos significativos, restringindo o livre trânsito no local. Isso afeta comerciantes e trabalhadores, e por isso encorajei a população a denunciar a situação ao Ministério Público”, declarou Cabo Bebeto (PL-AL).
Em contrapartida, o deputado Ronaldo Medeiros defendeu a ocupação, comparando-a com os eventos de 8 de janeiro de 2022, em Brasília, mas destacando o caráter pacífico da manifestação em Maceió. “Ao contrário dos atos violentos em Brasília, o que ocorre no Incra é uma manifestação pacífica, onde trabalhadores buscam apoio para a reforma agrária e a agricultura familiar”, explicou Medeiros, reforçando que não houve depredação do patrimônio público.
Cabo Bebeto (PL-AL) rebateu, insistindo na ilegalidade da ocupação e sugeriu que quaisquer reivindicações quanto à gestão do Incra deveriam ser direcionadas ao deputado federal Arthur Lira (PP-AL), que tem influência sobre a nomeação dos gestores do órgão.
O confronto de ideias entre os deputados reflete a complexidade dos problemas relacionados à gestão de terras e os direitos dos trabalhadores rurais, revelando o quão polarizadas essas questões podem se tornar no cenário político estadual.