
Senador Wellington Fagundes (PL-MT) e a deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) – Foto: divulgação/Agência Senado/Agência Câmara de Notícias
25/11/2024
Audiência debate preservação do Pantanal e busca mais investimentos para combate aos incêndios
Brasília – A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) e o senador Wellington Fagundes (PL-MT) destacaram, durante diligência da Comissão de Meio Ambiente (CMA) realizada em Cuiabá, a necessidade urgente de investimentos e políticas públicas para proteger o Pantanal. O encontro, promovido em conjunto com a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), abordou os impactos dos incêndios e da estiagem recorde de 2024, além de buscar soluções para o equilíbrio entre preservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, coronel Flávio Gledson Vieira Bezerra, são necessários R$ 91 milhões para a aquisição de equipamentos, incluindo helicópteros, drones e bombas d’água, essenciais para monitoramento e combate aos incêndios no Pantanal. Ele ressaltou que, entre julho e outubro de 2024, foram registrados 3.684 eventos de fogo na região, sendo a maioria em áreas improdutivas.
O senador Wellington Fagundes (PL-MT) apontou o Estatuto do Pantanal (PL 5.482/2020), já aprovado no Senado, como uma solução para regulamentar atividades no bioma e evitar o abandono da região. Ele destacou que o projeto busca equilibrar a preservação ambiental com o desenvolvimento econômico, permitindo atividades como pesca e agricultura familiar.
A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) defendeu a criação de leis que reconheçam e protejam os produtores rurais, responsáveis pela preservação de grandes áreas do Pantanal. “Os produtores assumem responsabilidades sérias e não estão sendo devidamente reconhecidos”, afirmou a parlamentar.
O senador Jayme Campos (União-MT) e a senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) criticaram a falta de recursos federais destinados à região, enquanto verbas de fundos ambientais beneficiam ONGs. Margareth também condenou o embargo da França à carne do Mercosul, que classificou como hipócrita e prejudicial ao Brasil, um dos países que mais preservam o meio ambiente.
Representando a comunidade local, Fernando Francisco de Lima, o “Cearazinho Pescador”, fez um apelo por mais apoio aos pantaneiros que enfrentam dificuldades após os incêndios. “Estou falando das pessoas que vivem e dependem do Pantanal, que estão passando necessidade. Precisamos de auxílio emergencial”, disse.
As discussões avançarão com a votação do Estatuto do Pantanal na Câmara dos Deputados e a busca por mais recursos para o combate aos incêndios e para políticas que incentivem a permanência do homem pantaneiro na região.
Fonte: Agência Senado