
Deputada Caroline de Toni (PL-SC), relatora – Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados
21/07/2025
Caroline de Toni (PL-SC) é relatora de proposta que cria protocolo de intervenção imediata contra crimes digitais envolvendo menores
Brasília – A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3287/24, que propõe a utilização de policiamento preventivo no combate a situações de risco para crianças e adolescentes nos meios digitais. A relatoria ficou a cargo da deputada Caroline de Toni (PL-SC), que apresentou um texto substitutivo com aprimoramentos em relação à proposta original.
O policiamento preventivo, conforme definido no projeto, consiste no uso de algoritmos, análise de dados, técnicas estatísticas e tecnologias avançadas para antecipar possíveis crimes, permitindo uma atuação policial mais preventiva. O foco é a proteção de menores em ambientes virtuais, com base na integração entre forças policiais, Ministério da Justiça e rede de proteção social.
O texto estabelece um protocolo informatizado de atendimento e intervenção imediata, com sistemas capazes de identificar automaticamente indícios de violência digital contra menores. Os sistemas deverão respeitar a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e só serão implementados após testes-piloto com acurácia mínima de 95%.
Entre os requisitos obrigatórios dos sistemas, estão:
Além disso, os dados processados não poderão ser usados para fins comerciais, eleitorais ou de marketing, nem para investigações criminais que extrapolem os limites da futura legislação.
A proposta cria o Comitê Permanente de Supervisão Tecnológica, vinculado ao Ministério da Justiça, que terá a missão de fiscalizar a implantação e o funcionamento dos sistemas. O Comitê será responsável por:
O texto ainda autoriza o Poder Executivo a firmar parcerias público privadas para viabilizar o desenvolvimento e a manutenção do sistema, respeitando os critérios da Lei de Responsabilidade Fiscal.
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Para virar lei, o texto ainda precisa ser aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
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