
Castro: 'Desde o início da nossa gestão, o Estado trabalha de maneira integrada e constante para prevenir desastres' (Foto: Rafael Campos)
13/10/2022
Rio de Janeiro – O governador Cláudio Castro (PL-RJ) apresentou, na última terça-feira, 11, em reunião no Palácio Guanabara, novas medidas que serão implementadas no Plano de Contingência para Chuvas Intensas até o ano que vem.
O governador anunciou a ampliação do sistema de monitoramento, alerta e alarme de desastres naturais, aumento de operadores do Sistema de Monitoramento Meteorológico e o investimento de cerca de R$ 40 milhões para a construção da Academia de Bombeiro Militar Dom Pedro II, em Petrópolis.
Após a experiência na Região Serrana, a Secretaria de Defesa Civil também começou a mapear locais onde seria possível instalar gabinetes integrados para a gestão de crise nos 92 municípios do estado, em caso de urgências.
Em 2022, o governo já empenhou quase R$ 1,1 bilhão no Plano de Contingência para chuvas, somado aos orçamentos utilizados pelas secretarias para ações de prevenção de catástrofes. O valor é quase quatro vezes superior ao empenhado em 2021, quando foram destinados em torno de R$ 310 milhões nas iniciativas.
Petrópolis terá a atualização das 20 sirenes já existentes e a instalação de 30 novas. Angra dos Reis contará com a instalação de 20 novas sirenes. Rio Claro terá cinco novas sirenes e oito pluviômetros automáticos. Paraty terá a instalação de 11 novas sirenes e 11 pluviômetros. Nova Friburgo ganhará quatro novas sirenes. O valor estimado para implementação e manutenção por um ano é de R$ 11,1 milhões.
Também foram tratados os estudos em andamento como índices de tipos de ocorrências mais comuns nos municípios, protocolos de acionamentos do sistema de alerta e alarme, entre outros assuntos. Com as iniciativas, foram evitados preços elevados, gastos emergenciais e a dispensa de licitação, ações que eram corriqueiras em gestões anteriores.
Também participaram da reunião os secretários de Defesa Civil, coronel Leandro Monteiro; das Cidades, Uruan de Andrade; da Agricultura, Alexandre Grilo; bem como representantes do Departamento de Recursos Minerais (DRM) e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
Entre as ações estudadas e em curso, a Defesa Civil planeja para novembro ações de simulação emergencial para a desocupação de escolas públicas, de comunidades vulneráveis, além do desenvolvimento de seminários e a criação de protocolos conjuntos com o CBMERJ e a Seinfra. O objetivo é promover a autoproteção e despertar o conhecimento necessário para que a população fluminense saiba como agir a partir de cenários de desastre.