
Cabo Gilberto Silva e Delegado Paulo Bilynskyj cobram explicações da PF sobre fraudes bilionárias no INSS - Foto: divulgação/Agência Câmara de Notícias
28/05/2025
Brasília – Os deputados Cabo Gilberto Silva (PL-PB) e Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) propuseram e conduziram audiência pública na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, realizada nesta quarta-feira, 28, para discutir os desdobramentos da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios do INSS.
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O delegado da Polícia Federal, Carlos Henrique de Sousa, afirmou que a operação ainda está em uma fase inicial, mas com perspectiva de expansão: “É um campo que se vislumbra muito maior”, declarou. Segundo relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), os descontos irregulares repassados a 11 entidades somaram cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
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Atualmente, os repasses associativos estão suspensos e o governo estuda formas de ressarcimento, com valores que podem variar entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões. O delegado ressaltou que, dada a dimensão da movimentação do sistema previdenciário, que ultrapassa R$ 1 trilhão, o volume das fraudes não surpreende.
Sousa destacou a necessidade de medidas preventivas, como a utilização de biometria: “Com a biometria, 58% das fraudes poderiam ser evitadas”, apontou, referindo-se a estudos realizados no âmbito da PF.
Durante a audiência, os deputados Cabo Gilberto Silva (PL-PB) e Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) criticaram a falta de empenho do governo na condução das investigações. Para Bilynskyj (PL-SP), o efetivo atual de cerca de 50 servidores da PF é insuficiente: “Cem policiais para a maior fraude da história do INSS é um absurdo”, disparou.
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O delegado Carlos Henrique informou que, além do inquérito principal em Brasília, existem outros 13 inquéritos espalhados por seis estados. Ele também ressaltou que as investigações foram unificadas em 2024, a partir do relatório da CGU.
A ausência do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, convidado para prestar esclarecimentos, foi alvo de críticas dos parlamentares. O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) acusou Rodrigues de ter mentido em entrevista e de vazar dados sigilosos.
Segundo a acusação, Rodrigues teria dito que o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), entidade da qual Frei Chico, irmão do presidente da República, é diretor, estava fora das investigações — informação contestada por parlamentares.
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